Notícias breves de Cultura:

Xutos & Pontapés celebram 35 anos do álbum "Circo de Feras" com exposição

O grupo rock português Xutos & Pontapés inaugura uma exposição de fotografia, na terça-feira, no Arrábida Shopping, em Vila Nova de Gaia, para assinalar os 35 anos do álbum "Circo de Feras", revelou a organização.

"Dos registos em estúdio aos dias pela estrada, passando por momentos em palco, a banda partilhará várias fotografias nunca divulgadas ao público", lê-se em nota de imprensa.

A exposição, com 35 fotografias e curadoria dos próprios Xutos & Pontapés, ficará patente naquele centro comercial até 30 de outubro.

"Circo de Feras" é o terceiro álbum de originais dos Xutos & Pontapés e foi lançado em 1987, sendo considerado um dos mais conhecidos da discografia, com temas como "Contentores", "Vida Malvada", "Não Sou o único" e a música que dá nome ao disco.

Os Xutos & Pontapés, uma das mais longevas bandas do rock português, surgiram há 43 anos, contando a partir do primeiro concerto, a 13 de janeiro de 1979 nos Alunos de Apolo, em Lisboa.

Cantora Marisa Liz edita a solo

A cantora portuguesa Marisa Liz, dos Amor Electro, estreia-se esta semana a solo com a edição da música "Guerra Nuclear", um inédito do músico António Variações, revelou a editora Universal Music Portugal.

De acordo com a editora, a música é divulgada na sexta-feira nas plataformas digitais, conta com produção da cantora e do músico Moullinex e a inclusão da voz de António Variações.

"Tendo conhecimento da existência de um tema inédito de António Variações que abordava a temática da ameaça da guerra nuclear, e tendo em conta o contexto atual, a família de António Variações e os seus 'publishers', Rossio Music, decidiram divulgar este tema", explica a editora discográfica.

Variações fez uma gravação de "Guerra Nuclear" em cassete, possivelmente em finais de 1983, já com "um instrumental considerável, ou seja, possivelmente com a banda Variações", esclarece a família.

É por isso que a versão de Marisa Liz inclui "a própria voz de António Variações, retirada da gravação original em cassete".

Segundo a transcrição datilografada da música, "Guerra Nuclear" teve ainda outro título - "Ao Deus da Vida" - e o subtítulo "Eu voz do mundo estou-me a alarmar".

Marisa Liz integrou o grupo Donna Maria, faz parte dos Amor Electro e do projeto Elas, com Aurea, além de ter participado, como júri e mentora, no programa televisivo de talentos The Voice Portugal.

Inês Pupo e Ricardo Machado estreiam em Lisboa espetáculo "Mais de Cem Mil Dias"

O projeto para os mais novos "Mais de Cem Mil Dias", de Inês Pupo e Ricardo Machado, estreia-se no domingo, dia 18, no Jardim do Palácio Galveias, em Lisboa.

"Mais de Cem Mil Dias" é "um projeto multidisciplinar" composto por um espetáculo e um audiolivro, envolvendo "a poesia, a ilustração, a música e o teatro" e destina-se a crianças e jovens até aos 12 anos.

O projeto é da autoria da escritora Inês Pupo e do ilustrador Ricardo Machado, com música original de Filipe Raposo e Gonçalo Pratas e interpretação ao vivo por Carla Galvão e cenografia de Mafalda Estácio.

Tanto o livro, como as canções e o espetáculo "contam uma história de viagem. Um rapaz que parte em busca de um segredo que vai encontrar no Oriente distante. O cenário é a Rota da Seda, e a aventura acontece na travessia do deserto, entre caravanas e camelos. Mas a viagem é também uma viagem ao centro de si mesmo", lê-se na nota de imprensa.



Artistas portugueses participam na Semana das Artes de Berlim 


 

Berlim, 15 set 2022 (Lusa) – Os artistas portugueses Carlos Noronha Feio e Inês Cabral fazem parte do programa da “Berlin Art Week”, que começou esta quarta-feira e se prolonga até dia 18, na capital alemã.

Inês Cabral é uma das oito artistas residentes em Berlim, integradas na exposição coletiva “Once Guarded”, que é inaugurada hoje, no KHBStudios Berlin. Já Carlos Noronha Feio apresenta uma instalação numa das principais ruas da cidade, a inaugurar no sábado.

A obra, que estará visível na Rosa-Luxemburg Platz pelo menos durante seis meses, é composta por dois conjuntos de texto em metal dourado, nas fachadas de edifícios opostos. Nelas podem ler-se as palavras "(sunclipse!)" e "(sunsight!)", dois neologismos sugeridos pelo arquiteto norte-americano Buckminster Fuller, que desenvolveu estudos teóricos sobre urbanismo e a vida quotidiana, como exemplos de menor expressão geocêntrica, em comparação com os usuais nascer e pôr-do-sol.

“É uma peça dividida em duas. São duas palavras (…) Uma está posta no lado oeste e outro no lado leste. São inventadas por um filósofo, pensador e arquiteto americano que, neste caso, estava a pensar sobre como a linguagem afeta a nossa própria perceção do nós em relação ao outro e ao espaço no nosso redor, em específico”, revelou Carlos Noronha Feio em declarações à Lusa.

“Por ‘sunsight’ ele sugere que seja uma substituição do nascer do sol, e por ‘sunclipse’ ele sugere que seja uma substituição de pôr-do-sol. Ele explica que, quando dizemos nascer ou pôr-do-sol, estamos a posicionar-nos a nós próprios como o centro do universo e que isso depois se reflete no nosso dia-a-dia”, acrescentou.

Para o artista plástico, se nas pequenas palavras que dizemos nos estamos sempre a focar no “nós”, temos muito mais dificuldade em ver as coisas numa perspetiva diferente.

“Para mim é muito importante chamar a atenção, tanto para as questões da linguagem - em português temos muitos problemas -, assim como para estas pequenas perceções, de quão banal é a ideia de ser o centro e posicionarmo-nos quase sempre em conflito com o outro”, rematou.

O convite ao artista, que já tinha sido feito antes da pandemia de covid-19, foi lançado pela Kunstverein am Rosa-Luxemburg-Platz com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian.

A instalação foi montada para estar seis meses, mas já foi conseguida a autorização que permitirá que permaneça durante um ano. O desejo, admite Carlos Noronha Feio, é que ali permaneça indeterminadamente.

“É mais importante mostrar este pensamento às pessoas que por ali passam, que são muitas, do que retirar a peça e montá-la noutro sítio”, sublinhou.

Além desta instalação em espaço público, outra peça do artista português, ("grow flowers!") poderá ser vista no 'foyer' da Verein zur Förderung von Kunst und Kultur am Rosa-Luxemburg-Platz, onde ficará patente até ao dia 10 de novembro.

 

JYD // MAG

Músico Roger Waters atua em Lisboa em março de 2023

Lisboa, 16 set 2022 (Lusa) - O músico britânico Roger Waters vai atuar a 17 de março de 2023 na Altice Arena, em Lisboa, no âmbito da digressão "This Is Not a Drill", anunciou hoje a promotora Ritmos & Blues.

Roger Waters, um dos fundadores dos Pink Floyd, abrirá a etapa europeia da digressão mundial em Lisboa, seguindo depois para Espanha, Itália, Polónia, Suíça e República Checa.

Segundo a promotora, os bilhetes serão colocados à venda a partir de segunda-feira, dia 19, com os preços a variarem entre os 45 euros e os 90 euros, embora haja hipótese de pré-compra no fim de semana, apenas nas lojas FNAC e com custos acrescidos.

"This Is Not a Drill" é apresentada como "a primeira digressão de despedida" de Roger Waters, 79 anos, e deveria ter acontecido em 2020, não fosse o mundo ter lidado com a pandemia de um novo coronavírus. O músico só arrancou com o novo espetáculo em julho passado, com uma extensa viagem pela América do Norte, que so terminará em outubro no México.

Em nota de imprensa, o músico explica que a digressão "This Is Not A Drill" é "uma inovadora e cinematográfica extravangância de rock and roll", com "dezenas de grande canções da era dourada dos Pink Floyd e também algumas novas canções".

Sem nunca esquecer as suas convicções políticas, Roger Waters acrescenta: a digressão é "uma incrível indireta à distopia corporativa na qual todos lutamos para sobreviver, e um apelo ao amor, proteção e partilha do nosso precioso e tão precário planeta Terra".

Roger Waters escolheu Lisboa para iniciar a digressão europeia, tal como aconteceu em 2011, quando apresentou, em duas noites na Altice Arena, num elaborado espetáculo visual, o álbum "The Wall", que os Pink Floyd editaram em 1979.


Bailarinos Marcelino Sambé e Anna Rose O'Sullivan interpretam "Giselle" em dezembro

Lisboa, 16 set 2022 (Lusa) – Os bailarinos principais do Royal Ballet, em Londres, Marcelino Sambé e Anna Rose O'Sullivan, vão interpretar em dezembro o clássico “Giselle”, em Lisboa, em três espetáculos, no âmbito da temporada da Companhia Nacional de Bailado (CNB).

Apresentada no contexto dos 45 anos da CNB e em homenagem ao mestre de bailado de origem cubana Jorge Garcia (1935-2021), esta remontagem de uma criação de referência do período romântico estará no palco do Teatro Nacional de São Carlos de 03 a 23 de dezembro, indicou a CNB.

A versão coreográfica de Jorge/Georges Garcia, estreada em 1987, volta a subir à cena do São Carlos, interpretada pelos bailarinos convidados Marcelino Sambé e Anna Rose O'Sullivan nos papéis de Albrecht e Giselle, acompanhados pela Orquestra Sinfónica Portuguesa, nos dias 04, 07 e 10 de dezembro.

O português Marcelino Sambé integrou a Royal Ballet em 2012, foi promovido a primeiro artista em 2014, solista em 2015, primeiro solista em 2017 e bailarino principal em 2019.

Filho de mãe guineense e pai português, começou os seus estudos de dança na Escola Artística de Dança do Conservatório Nacional de Lisboa, em 2004, e quatro anos depois ganhou a medalha de prata no Moscow International Ballet Competition, no Teatro Bolshoi.

Seguiram-se o primeiro prémio no Youth American Grand Prix, em Nova Iorque, em 2009, e a medalha de ouro e prémio especial na USA International Ballet Competition, no Mississipi, Estados Unidos, entre outras distinções.

Marcelino Sambé competiu em 2010 ao Prix de Lausanne, onde lhe foi oferecida uma bolsa para a Royal Ballet School, em Londres.

O bailarino tem sido reconhecido com vários outros prémios, como o do Círculo dos Críticos de Londres, na categoria de Melhor Bailarino do ano, em 2019, e Melhor Performance Clássica Masculina, pela sua interpretação como Cello em “The Cellist”, em 2020, e Colas em “La Fille Mal Gardeé”, em 2017.

Em 2022, foi condecorado com o grau de Cavaleiro da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada, pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

A artista convidada que interpreta o papel de Giselle, ao lado de Marcelino Sambé, é a britânica Anna Rose O’Sullivan, também bailarina principal no Royal Ballet londrino.

Nascida em Harrow, Reino Unido, O´Sullivan começou a dançar aos dois anos de idade, em escolas locais, antes de ingressar na Royal Ballet School, White Lodge e Upper School.

Recebeu, entre outros, o Prémio April Olrich, na categoria Dynamic Performance (Performance Dinâmica) e a Bolsa Phyllis Bedells, da Royal Academy of Dance.

Em 2011, ganhou o The Royal Ballet School Achievement Award e o Director’s Prize para a mais promissora aluna, e o título Young British Dancer of the Year (Jovem Bailarina Britânica do Ano).

Estreado em 1841, "Giselle" tem argumento de Theóphile Gautier, inspirado em Heinrich Heine, nome da literatura alemã do século XIX, e conta a história de uma jovem camponesa que se apaixona pelo seu vizinho Loys, sem suspeitar, no entanto, que este é, na verdade, Albrecht, Duque da Silésia.

A CNB foi criada a 22 de junho de 1977, por despacho do professor, escritor e então secretário de Estado da Cultura David Mourão Ferreira, tornando-se uma das primeiras instituições públicas no domínio das artes performativas a ser criada de raiz, após o fim da ditadura.

AG // MAG

Duas compositoras portuguesas premiadas em concurso na Áustria

Lisboa, 16 set 2022 (Lusa) - As jovens compositoras portuguesas Mariana Vieira e Marta Domingues foram premiadas na Áustria, num concurso internacional de música acusmática, na área da eletroacústica, revelou hoje a Escola Superior de Música de Lisboa.

As duas autoras foram distinguidas com peças candidatas ao concurso internacional Young Lion*Ess of Acusmatic Music, destinado a eleger os melhores compositores de música acusmática abaixo dos trinta anos.

Segundo aquela escola superior, Mariana Vieira e Marta Domingues recebem um prémio monetário e as suas peças serão apresentadas no festival Echoes Around Me, que começa no dia 26 em Viena, Áustria.

De acordo com a página oficial do concurso internacional, Mariana Vieira, 25 anos, foi uma das cinco premiadas, com a peça "The Unexpected Encounter With Diversity", criada em 2021 em coprodução com o Teatro do Bairro Alto e inspirada livremente na obra da escritora Maria Gabriela Llansol.

Marta Domingues, 22 anos, venceu o prémio do público com a peça "Brincar de Pensar", de 2022, a partir de um ensaio da escritora Clarice Lispector.

As duas compositoras são finalistas de mestrado na Escola Superior de Música de Lisboa e ambas fazem parte da equipa do espaço cultural Lisboa Incomum e do projeto DME - Dias de Música Eletroacústica.

A Escola Superior de Música de Lisboa revela ainda que Mariana Vieira, além do concurso austríaco, também foi galardoada com o 1.º prémio no "Electronic Music Composition Contest" da revista canadiana Musicworks.


Covid-19: Portugal com 16.457 casos e 36 mortes entre 06 e 12 de setembro – DGS

Lisboa, 16 set 2022 (Lusa) – Portugal registou, entre 06 e 12 de setembro, 16.457 infeções pelo coronavírus SARS-CoV-2, 36 mortes associadas à covid-19 e um ligeiro aumento dos internamentos, indicou hoje a Direção-Geral da Saúde (DGS).

Segundo o boletim epidemiológico semanal da DGS, em relação à semana anterior, registaram-se menos 403 casos de infeção, verificando-se ainda uma diminuição de 11 mortes na comparação entre os dois períodos.

Quanto à ocupação hospitalar em Portugal continental por covid-19, a DGS passou a divulgar às sextas-feiras os dados dos internamentos referentes à segunda-feira anterior à publicação do relatório.

Com base nesse critério, o boletim indica que, na última segunda-feira, estavam internadas 446 pessoas, mais 15 do que no mesmo dia da semana anterior, com 27 doentes em unidades de cuidados intensivos, menos seis.

PC // HB

Lusa/Fim

Realizador Jean-Luc Godard morre aos 91 anos 

Paris, 13 set 2022 (Lusa) – O cineasta franco-suíço Jean-Luc Godard, um dos principais nomes do cinema desde a estreia de longas-metragens com “O Acossado”, em 1960, morreu, aos 91 anos, avançou hoje o jornal francês Libération, citando fontes próximas.

Parte fundamental da ‘Nouvelle Vague’ francesa, movimento que revolucionou o cinema a partir dos anos 1950, Godard tem uma longa carreira premiada, que vai desde o galardão de melhor realizador, em Berlim, logo por “O Acossado”, até um Óscar honorário, entregue em 2010 numa cerimónia à qual não compareceu.

Autor de obras influentes para várias gerações de realizadores, como “O Desprezo” (1963), com Brigitte Bardot, “Bando à Parte” (1964), “Pedro, o Louco” (1965) ou os mais recentes “Filme Socialismo” (2010) e “Adeus à Linguagem” (2014), Jean-Luc Godard ficou conhecido “pelo seu estilo de filmar iconoclasta, aparentemente improvisado, bem como pelo seu inflexível radicalismo”, como recorda o jornal The Guardian no obituário do cineasta.

Realizadores como o norte-americano Quentin Tarantino, que chegou a ser cofundador de uma produtora intitulada “Bando à Parte”, referiram-se a Godard como um “libertador”: “Para mim, Godard fez aos filmes aquilo que Bob Dylan fez à música. Ambos revolucionaram as suas formas”, disse Tarantino, numa entrevista de 1994 com a Film Comment.

Controverso em termos políticos e artísticos, a sua obra estava longe de consensual no meio: por exemplo, Paula Rego detestava o seu trabalho e Ingmar Bergman dizia-se incapaz de compreender os seus filmes, uma vez que os considerava “feitos para críticos”.

O texto do Libération sobre Godard abre com uma citação do português Manoel de Oliveira (1908-2015), com quem Godard dialogava em abundância, que dizia que o cinema do autor de “O Maoista” “é a saturação de signos magníficos que se banham à luz da sua falta de explicação”.

Nascido em Paris, em 1930, Godard passou os primeiros anos da sua formação na Suíça, tendo estudado Etnologia na Sorbonne, em Paris, onde “conversas de café com estudantes e um trabalho manual numa barragem” constituíram grande parte da sua aprendizagem, que inspirou a primeira curta-metragem, “Opération Béton”, de 1954, lembra a biografia disponível na Enciclopédia Britânica.

Os estudos em Etnologia vieram a entroncar no trabalho de Jean Rouch, que estava precisamente a misturar a área da antropologia com o cinema num estilo designado ‘cinema vérite’.

“Ele começou a escrever sobre os filmes que via na [revista] 'Cahiers du Cinema' e formou alianças com artistas que se tornariam no núcleo da Nova Vaga francesa. Embora moldada a partir dos filmes de ‘gangsters’ de Hollywood, a estreia de Godard, ‘O Acossado’, desafiou as convenções do cinema e espantou críticos, cineastas e públicos com o seu estilo de improviso, trabalho de câmara ‘handheld’ impulsivo e saltos intencionais”, pode ler-se na biografia disponível na página da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.

Godard esteve na criação de um coletivo intitulado Dziga Vertov, que, mais do que produzir “filmes políticos”, radicais em termos estéticos, tinha o propósito de “fazer filmes politicamente”, o que impunha a perspetiva em “todo o processo", da produção à rodagem, citava a Cinemateca Portuguesa, na apresentação de um ciclo sobre o grupo, em 2018.

As reações à morte de Godard não se fizeram esperar: o britânico Edgar Wright escreveu, no Twitter, que, apesar de iconoclasta, o realizador “reverenciava o sistema de Hollywood, já que, provavelmente, nenhum outro cineasta inspirou tantas pessoas a pegar numa câmara e começar a filmar”.

A Cinemateca Francesa lembrou Godard através de uma frase: “O cinema não está ao abrigo do tempo. Ele é o abrigo do tempo”.

TDI (MAG) // MAG

Músico Roger Waters atua em Lisboa em março de 2023

Lisboa, 16 set 2022 (Lusa) - O músico britânico Roger Waters vai atuar a 17 de março de 2023 na Altice Arena, em Lisboa, no âmbito da digressão "This Is Not a Drill", anunciou hoje a promotora Ritmos & Blues.

Roger Waters, um dos fundadores dos Pink Floyd, abrirá a etapa europeia da digressão mundial em Lisboa, seguindo depois para Espanha, Itália, Polónia, Suíça e República Checa.

Segundo a promotora, os bilhetes serão colocados à venda a partir de segunda-feira, dia 19, com os preços a variarem entre os 45 euros e os 90 euros, embora haja hipótese de pré-compra no fim de semana, apenas nas lojas FNAC e com custos acrescidos.

"This Is Not a Drill" é apresentada como "a primeira digressão de despedida" de Roger Waters, 79 anos, e deveria ter acontecido em 2020, não fosse o mundo ter lidado com a pandemia de um novo coronavírus. O músico só arrancou com o novo espetáculo em julho passado, com uma extensa viagem pela América do Norte, que so terminará em outubro no México.

Em nota de imprensa, o músico explica que a digressão "This Is Not A Drill" é "uma inovadora e cinematográfica extravangância de rock and roll", com "dezenas de grande canções da era dourada dos Pink Floyd e também algumas novas canções".

Sem nunca esquecer as suas convicções políticas, Roger Waters acrescenta: a digressão é "uma incrível indireta à distopia corporativa na qual todos lutamos para sobreviver, e um apelo ao amor, proteção e partilha do nosso precioso e tão precário planeta Terra".

Roger Waters escolheu Lisboa para iniciar a digressão europeia, tal como aconteceu em 2011, quando apresentou, em duas noites na Altice Arena, num elaborado espetáculo visual, o álbum "The Wall", que os Pink Floyd editaram em 1979.

SS // MAG
Escritora Patrícia Portela recebe Bolsa de Residência Literária em Madrid

Madrid, 16 set 2022 (Lusa) – A escritora Patrícia Portela vai trabalhar, em Madrid, num livro a ser criado a partir do quadro “El 3 de mayo en Madrid”, de Goya, no âmbito da Bolsa de Residência Literária atribuída pelo Governo português.

De acordo com a Embaixada de Portugal em Madrid, num comunicado hoje divulgado, “Patrícia Portela será a autora residente em Espanha, no âmbito II Bolsa de Residência Literária em Madrid”.

“Em Madrid, trabalhará num livro que tem como ponto de partida o quadro ‘El 3 de mayo en Madrid’ ou Los ‘fusilamientos’ de Goya”, refere a embaixada, acrescentando que “o trabalho de preparação desta obra será desenvolvido em colaboração com o Museu do Prado”.

Autora de vários romances e novelas, como “Para Cima e não para Norte” (2008), “Banquete” (2012) e “Dias úteis” (2017), Patrícia Portela editou no ano passado “Hífen”, obra finalista do Prémio Correntes d´Escrita.

A também autora de performances “tem vindo a explorar um trabalho artístico transdisciplinar, sendo reconhecida pelo ecletismo da sua obra”.

Patrícia Portela criou espetáculos como “Flatland, Wasteband”, “Por Amor” e “Parasomnia”.

No início deste ano, Patrícia Portela deixou a direção artística do Teatro Viriato, em Viseu, lugar que ocupava desde 01 de março de 2020.


Vendredi 16 septembre 2022

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