LDT NEWS VENDREDI 27/01/2023
Hoje é sexta-feira, 27 de janeiro, vigésimo sétimo dia do ano
Dia Internacional do Vinho do Porto e Dia Internacional de Comemoração em Memória das Vítimas do Holocausto ou Dia da Shoah e Dia Europeu de Memória do Holocausto.
Faltam 338 dias para o final de 2023.
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Aujourd’hui, nous sommes le vendredi 27 janvier, vingt-septième jour de l’année
Journée internationale du vin de Porto et Journée internationale de commémoration à la mémoire des victimes de l’Holocauste ou Jour de la Shoah et Journée européenne dédiée à la mémoire des victimes de l’Holocauste.
Il reste 338 jours jusqu’à la fin de 2023.

Nouvel albumCARMEN SOUSA
A cantora luso-cabo-verdiana Carmen Souza edita na sexta-feira um novo álbum, "Interconnectedness", que será apresentado ao vivo numa digressão que arranca em 11 de fevereiro na Covilhã e irá passar por várias cidades portuguesas, foi hoje anunciado.
"Após apresentar o seu novo álbum, 'Interconnectedness', na Alemanha e em França, Carmen Souza lança agora o disco em Portugal, o país que a viu nascer. O projeto é editado a 27 de janeiro e será apresentado ao vivo numa 'tour' que arranca a 11 de fevereiro e se prolonga até julho", refere o agenciamento da artista, num comunicado hoje divulgado.
"Interconnectedness" foi editado em outubro do ano passado na Alemanha e em dezembro em França.
Naquele que já é o 10.º álbum da carreira, Carmen Souza "expõe as vulnerabilidades trazidas pela pandemia" e a forma como todos estamos "interconectados".
"Esta música é o resultado de tudo o que aconteceu comigo nos últimos quatro anos e com o mundo nos últimos dois. A experiência da perda mudou a minha perspetiva da vida e, consequentemente, a minha música", afirmou Carmen Souza sobre o novo trabalho, citada no comunicado.
Em "Interconnectedness", a cantora "relata histórias reais, mergulha na melancolia, mas também brilha com gosto pela vida".
Nos dez temas que compõem o disco, a voz "jazzística e singular" de Carmen Souza "está imersa de melodias refinadas, cruzando as linhas do jazz com as sonoridades tradicionais de Cabo Verde".
O álbum foi criado com o compositor e produtor Theo Pascal, "entre o seu estúdio analógico em Lisboa (This is Sessions) e a sua base em Londres".
"Interconnectedness" começa a ser apresentado ao vivo em Portugal em 11 de fevereiro, no Teatro Municipal da Covilhã. Seguem-se concertos em Setúbal, no Fórum Municipal Luísa Todi em 18 de fevereiro, em Lisboa, no Museu do Oriente em 31 de março, em Ovar, no Festival de Jazz em 20 de abril, em Aveiro, num local a anunciar em 05 de maio, e na Mealhada, no Festival Mea Jazz & Blues em 30 de junho.
La chanteuse luso-capverdienne Carmen Souza publie vendredi un nouvel album, « Interconnectedness », qui sera présenté en direct lors d’une tournée qui débutera le 11 février à Covilhã et passera par plusieurs villes portugaises, a-t-on annoncé aujourd’hui.
Après avoir présenté son nouvel album, 'Interconnectedness', en Allemagne et en France, Carmen Souza sort maintenant l’album au Portugal, le pays qui l’a vue naître. Le projet est monté le 27 janvier et sera présenté en direct lors d’une 'tournée' qui commence le 11 février et dure jusqu’en juillet », précise l’agence de l’artiste, dans un communiqué publié aujourd’hui.
« Interconnectness » a été édité en octobre de l’année dernière en Allemagne et en décembre en France.
Dans ce qui est déjà le 10e album de sa carrière, Carmen Souza « expose les vulnérabilités apportées par la pandémie » et la façon dont nous sommes tous « interconnectés ».
« Cette chanson est le résultat de tout ce qui m’est arrivé au cours des quatre dernières années et avec le monde au cours des deux dernières années. L’expérience de la perte a changé ma perspective de la vie et, par conséquent, ma musique », a déclaré Carmen Souza à propos de la nouvelle œuvre, citée dans le communiqué.
Dans « Interconnectedness », la chanteuse « raconte des histoires vraies, se plonge dans la mélancolie, mais brille aussi de goût pour la vie ».
Dans les dix thèmes qui composent l’album, la voix « jazzy et singulière » de Carmen Souza « est immergée dans des mélodies raffinées, croisant les lignes du jazz avec les sonorités traditionnelles du Cap-Vert ».
L’album a été créé avec le compositeur et producteur Theo Pascal, « entre son studio analogique à Lisbonne (This is Sessions) et sa base à Londres ».
« Interconnectedness » commence à être présenté en direct au Portugal le 11 février, au Teatro Municipal da Covilhã. Il y a des concerts à Setúbal, au Forum municipal de Luísa Todi le 18 février, à Lisbonne, au Museu do Oriente le 31 mars, à Ovar, au Festival de Jazz le 20 avril, à Aveiro, dans un lieu qui sera annoncé le 5 mai, et à Mealhada, au Festival Mea Jazz & Blues le 30 juin.
Editora espanhola dedica álbum "Liquid Love" a obra de Joana Vasconcelos
Madrid, 25 jan 2023 (Lusa) - A artista Joana Vasconcelos apresentou hoje em Madrid a obra "Liquid Love", que reúne imagens de obras icónicas da sua carreira, relacionadas com a água ou outros líquidos.
"Para mim, a água sempre foi um fio condutor, que tem vindo a ligar várias obras umas às outras em diferentes épocas", disse Joana Vasconcelos à Lusa e à RTP, em Madrid, onde hoje apresentou "Liquid Love", uma obra publicada pela editora La Fabrica dentro da coleção "Cadernos de Artista", que integra nomes de artistas internacionais.
Joana Vasconcelos explicou que quando foi convidada para esta iniciativa pelo Club Matador de Madrid (entidade associada à revista "Matador", que tem uma edição anual que se publica com os álbuns "Cadernos de Artista"), decidiu escolher a água como tema dentro da sua obra e fazer este "Liquid Love".
A artista justificou que é uma portuguesa, que vive e trabalha em frente do Tejo e do Atlântico e que a água, sendo um elemento que faz parte da história de Portugal e da cultura portuguesa, "na contemporaneidade", é também "um tema muito importante", por causa da "sustentabilidade do mundo e do planeta".
"Esta dinâmica da água e a dinâmica da viagem fez com que na minha obra fosse sempre um tema recorrente, a ideia de como a água é um bem precioso e a ideia de como a água é essencial para a nossa existência. Não só a existência física, como, no caso dos portugueses, uma existência poética, a ideia da viagem através da água. E, para mim, a água sempre foi um fio condutor, que tem vindo a ligar várias obras umas às outras em diferentes épocas", afirmou.
Joana Vasconcelos disse que pretendeu também passar a mensagem de que "a água é um bem precioso" e que hoje "ter água é um luxo", a que nem todas as pessoas no planeta podem aceder, e que mesmo em locais como Portugal também pode tornar-se "mais rara", como aconteceu durante a seca do ano passado.
"Através da minha obra, vou estabelecendo contacto com esse tema e vou tentando alertar para os usos de água excessivos, para o abuso do excesso da água, para os imensos aspetos que a água tem", afirmou.
O álbum "Liquid Love", hoje apresentado no Club Matador de Madrid, reúne imagens de obras de Joana Vasconcelos como a piscina com o formato do mapa de Portugal "Portugal a banhos" (2010), o garrafão em metal "Sr. Vinho" (2010), o duche com componente têxtil "Mãe d'Água" (2019), o urinol coberto de croché "Ni Te Tengo, Ni Te Olvido" (2017) ou os frascos de perfume do laço de "J'Adore Miss Dior" (2013).
O álbum inclui também, entre outras, imagens de três embarcações com intervenção da artista: "Barco da Mariquinhas" (2002), "Rede" (2012) e "Trafaria Praia" (2013), que foi o primeiro pavilhão flutuante da história da Bienal de Veneza.
Esta é a segunda colaboração de Joana Vasconcelos com a editora La Fábrica, que publicou em 2018 a obra "I'm Your Mirror", coincidindo com a exposição individual da artista portuguesa no Guggenheim Bilbau, no País Basco espanhol, ainda hoje uma das mostras mais visitadas de sempre do museu.
Un éditeur espagnol dédie l’album « Liquid Love » à l’œuvre de Joana Vasconcelos
Madrid, 25 jan 2023 (Lusa) - L’artiste Joana Vasconcelos a présenté aujourd’hui à Madrid l’œuvre « Liquid Love », qui rassemble des images d’œuvres emblématiques de sa carrière, liées à l’eau ou à d’autres liquides.
« Pour moi, l’eau a toujours été un fil conducteur, qui a relié plusieurs œuvres les unes aux autres à différents moments », a déclaré Joana Vasconcelos à Lusa et RTP à Madrid, où elle a présenté aujourd’hui « Liquid Love », une œuvre publiée par La Fabrica dans la collection « Cadernos de Artista », qui comprend des noms d’artistes internationaux.
Joana Vasconcelos a expliqué que lorsqu’elle a été invitée à cette initiative par le Club Matador de Madrid (une entité associée au magazine « Matador », qui a une édition annuelle publiée avec les albums « Cadernos de Artista »), elle a décidé de choisir l’eau comme thème dans son travail et de faire cet « Amour liquide ».
L’artiste a expliqué qu’elle est une femme portugaise, qui vit et travaille face au Tage et à l’Atlantique et que l’eau, étant un élément qui fait partie de l’histoire du Portugal et de la culture portugaise, « à l’époque contemporaine », est aussi « un thème très important », en raison de la « durabilité du monde et de la planète ».
« Cette dynamique de l’eau et la dynamique du voyage ont toujours fait de mon travail un thème récurrent, l’idée de la façon dont l’eau est un bien précieux et l’idée de la façon dont l’eau est essentielle à notre existence. Non seulement l’existence physique, mais, dans le cas des Portugais, une existence poétique, l’idée du voyage à travers l’eau. Et pour moi, l’eau a toujours été un fil conducteur, qui a relié plusieurs œuvres les unes aux autres à différents moments », a-t-il déclaré.
Joana Vasconcelos a déclaré qu’elle avait également l’intention d’envoyer le message que « l’eau est un bien précieux » et qu’aujourd’hui « avoir de l’eau est un luxe », auquel tous les habitants de la planète n’ont pas accès, et que même dans des endroits comme le Portugal peut aussi devenir « plus rare », comme cela s’est produit lors de la sécheresse de l’année dernière.
« Grâce à mon travail, j’établis un contact avec ce thème et j’essaie de mettre en garde contre les utilisations excessives de l’eau, pour l’abus de l’excès d’eau, pour les aspects immenses de l’eau », a-t-il déclaré.
L’album « Liquid Love », maintenant présenté au Club Matador de Madrid, rassemble des images d’œuvres de Joana Vasconcelos comme la piscine avec le format de la carte du Portugal « Portugal aux bains » (2010), la bouteille en métal « Mr. Wine » (2010), la douche textile « Mãe d’Água » (2019), l’urinoir recouvert de crochet « Ni Te Tengo, Ni Te Olvido » (2017) ou les flacons de parfum en dentelle de « J’Adore Miss Dior » (2013).
L’album comprend également, entre autres, des images de trois navires avec l’intervention de l’artiste: « Barco da Mariquinhas » (2002), « Rede » (2012) et « Trafaria Praia » (2013), qui a été le premier pavillon flottant de l’histoire de la Biennale de Venise.
Il s’agit de la deuxième collaboration de Joana Vasconcelos avec l’éditeur La Fábrica, qui a publié en 2018 l’œuvre « I’m Your Mirror », coïncidant avec l’exposition individuelle de l’artiste portugais au Guggenheim Bilbao, au Pays basque espagnol, encore aujourd’hui l’une des expositions les plus visitées du musée.

Le nouveau titre du poète Ivo Machado
Misarae", o novo livro do poeta Ivo Machado
O novo título do poeta Ivo Machado, "Misarea", conta com prefácio do escritor Mário Cláudio, que reconhece na obra "lugar do bem primordial, favorável a que 'falem os anjos'" da poesia.
Ivo Machado, açoriano de 58 anos, começou a publicar poemas na década de 1970 na imprensa açoriana, tendo publicado o seu primeiro livro, "Alguns Anos de Pastor", em 1981, do qual Fernando Lopes-Graça compôs o ciclo "Sete Canções do Mar dos Açores", estreado em 1985 pela soprano Dulce Cabrita e a pianista Olga Pratts.
Ivo Machado é autor de mais de dez títulos de Poesia, uma peça de teatro, "O Homem que Nunca Existiu" (1997), uma novela, "Nunca Outros Olhos Seus Olhos Viram" (1998), e um livro para a infância, "A Menina Que Queria Ser bailarina" (2012), que dedicou `*a sua filha Maria Helena. Na poesia,"Misare" sucede a "Oratória" (2018.
Le nouveau titre du poète Ivo Machado, « Misarea », a une préface de l’écrivain Mário Cláudio, qui reconnaît dans l’œuvre « lieu du bien primordial, favorable aux « anges » de la poésie.
Ivo Machado, un Açorien de 58 ans, a commencé à publier des poèmes dans les années 1970 dans la presse açorienne, après avoir publié son premier livre, « Quelques années de berger », en 1981, dans lequel Fernando Lopes-Graça a composé le cycle « Sete Canções do Mar dos Mar dos Açores », créé en 1985 par la soprano Dulce Cabrita et la pianiste Olga Pratts.
Ivo Machado est l’auteur de plus de dix titres de poésie, d’une pièce de théâtre, « L’homme qui n’a jamais existé » (1997), d’un roman, « Nunca Outros Olhos Seus Olhos Viram » (1998), et d’un livre pour l’enfance, « A Menina Que Que Ser bailarina » (2012), dédié à sa fille Maria Helena. Dans la poésie », « Misare » succède à « Oratoire » (2018.
Van Morrison atua no festival CoolJazz em julho em Cascais
O músico britânico Van Morrison é a confirmação mais recente para o cartaz do festival Cool Jazz deste ano, que regressa a Cascais em julho, anunciou hoje a promotora Live Experiences.
"O CoolJazz recebe a lenda Van Morrison para um concerto único dia 22 de julho. Com mais de 50 anos de carreira, o artista traz um novo álbum, 'Moving on Skiffle', ao festival, com edição prevista para 10 de março", refere a promotora num comunicado hoje divulgado.
Os bilhetes para este concerto estarão à venda a partir das 11:00 de hoje no 'site' do festival, em www.cooljazz.pt.
Nascido em Belfast, na Irlanda do Norte, em 1945, Van Morrison integrou os Them, com quem gravou o tema "Gloria" - mais tarde reescrito e popularizado por Patti Smith -, antes de lançar o primeiro álbum a solo em 1967, intitulado "Blowin' your mind!".
Desde então editou dezenas de discos com raízes assentes nos blues, no jazz, no R&B, na folk, como "Astral Weeks" (1968), "Moondance" (1970) e "Avalon sunset" (1989).
Da sua carreira fazem parte ainda colaborações com nomes como The Chieftains, John Lee Hooker e Ray Charles.
Para a 18.ª edição do CoolJazz, que acontece no Hipódromo Manuel Possolo e no Parque Marechal Carmona, já tinham sido confirmados: Lionel Richie, (08 de julho), Kings of Convenience (19 de julho), Snarky Puppy (20 de julho), Ben Harper & The Innocent Criminals (26 de julho) e Norah Jones (29 de julho).
Van Morrison se produit au festival CoolJazz en juillet à Cascais
Le musicien britannique Van Morrison est la dernière confirmation du festival Cool Jazz de cette année, qui revient à Cascais en juillet, a annoncé aujourd’hui le promoteur Live Experiences.
« CoolJazz accueille la légende Van Morrison pour un concert unique le 22 juillet. Avec plus de 50 ans de carrière, l’artiste apporte un nouvel album, 'Moving on Skiffle', au festival, prévu le 10 mars », indique le promoteur dans un communiqué publié aujourd’hui.
Les billets pour ce concert seront mis en vente à partir de 11h aujourd’hui sur le site du festival en www.cooljazz.pt.
Né à Belfast, en Irlande du Nord, en 1945, Van Morrison rejoint Them, avec qui il enregistre le thème « Gloria » - plus tard réécrit et popularisé par Patti Smith - avant de sortir son premier album solo en 1967, intitulé « Blowin' your mind! ».
Depuis lors, il a édité des dizaines de disques avec des racines basées sur le blues, le jazz, le R & B, le folk, tels que « Astral Weeks » (1968), « Moondance » (1970) et « Avalon sunset » (1989).
Sa carrière comprend également des collaborations avec The Chieftains, John Lee Hooker et Ray Charles.
Pour la 18e édition de CoolJazz, qui se déroule à l’hippodrome Manuel Possolo et au Marechal Carmona Park, ils avaient déjà été confirmés : Lionel Richie, (8 juillet), Kings of Convenience (19 juillet), Snarky Puppy (20 juillet), Ben Harper & The Innocent Criminals (26 juillet) et Norah Jones (29 juillet).
Notícias breves de Cultura:
Mais 20 artistas completam o cartaz do festival Sónar Lisboa
Chet Faker, em DJ set, Peggy Gou e Amelie Lens estão entre os artistas que completam o cartaz do segundo festival Sónar em Lisboa, que decorre entre 31 de março e 02 de abril no Parque Eduardo VII.
A organização do festival divulgou hoje, em comunicado, as 20 últimas confirmações musicais para a segunda edição do Sónar Lisboa, "cujo cartaz multicultural reúne artistas de 17 nacionalidades, no arranque das comemorações do 30.º aniversário do mítico festival Sónar Barcelona".
Entre os 20 nomes que completam o cartaz estão Chet Faker, em DJ set, Peggy Gou, Amelie Lens, Enrico Sangiuliano, Anfisa Letyago e Patrick Mason.
O Pavilhão Carlos Lopes, situado no Parque Eduardo VII, "será o espaço principal e um dos quatro palcos, interiores e exteriores, desta edição, que irá transformar o Parque Eduardo VII num local de celebração do Sónar by Day e Sónar by Night [a programação musical do festival]".
O Sónar tem uma outra vertente, dedicada às tecnologias criativas, Sónar+D, "espaço de troca de ideias, nas quais se desenvolvem colaborações e cocriações".
O espaço que vai acolher o Sónar+D ainda não foi anunciado, tal como o programa de palestras, debates e apresentações complementares à programação musical.
Os bilhetes para o formato dia e o formato noite do festival podem ser comprados a partir de hoje, estando também disponíveis passes que dão acesso a todo o festival, "bem como bilhetes individuais para assistir a qualquer uma das quatro sessões, entre o Sónar by Day e o Sónar by Night".
Os bilhetes estão à venda em www.sonarlisboa.pt, onde estão também disponíveis todas as informações sobre o festival.
Teatro das Beiras apresenta "Molly Sweeney" em Lisboa
"Molly Sweeney", de Brian Friel, é a peça do Teatro das Beiras que os Artistas Unidos (AU) acolhem de 02 a 04 de fevereiro, no Teatro da Politécnica, em Lisboa, anunciaram os AU, companhia residente.
Com base no texto homónimo do dramaturgo nascido na Irlanda do Norte Brian Friel (1929-2015), a peça joga-se a partir da alternância das narrativas de três personagens que não interagem entre si, segundo uma nota de apresentação da peça.
Estreada em 1994 no Gate Theatre de Dublin, "Mooly Sweeney" foi também a primeira encenação do dramaturgo e encenador irlandês.
No Teatro da Politécnica, a peça tem récitas à quinta-feira, às 19:00, e à sexta e sábado, às 21:00.
"Tartufo" de Molière no Teatro Taborda em Lisboa
O Teatro da Garagem sobe, de 16 a 19 de fevereiro, ao palco do Teatro Taborda, com a peça "Tartufo", de Molière, numa encenação do diretor artístico da companhia, Carlos J. Pessoa.
Sobre a opção por "um Molière que, subitamente se atravessa" no caminho daquela estrutura, Carlos J. Pessoa considera-a "uma alegre anomalia", pois a companhia "não pratica um teatro de repertório", sustentando antes a identidade artística na construção de espetáculos a partir de textos e encenações suas, acrescenta.
Com "Tartufo", o Teatro da Garagem convida os espectadores a revisitarem um texto clássico, numa tradução da poetisa Regina Guimarães, "com o pudor de quem reaprende a ler, incentivando a construir pontes entre o passado, o presente e futuro", justifica Carlos J. Pessoa.
Ana Palma, Joana Raio, Miguel Damião, Paula Só, Sérgio Silva e Susana Blazer interpretam "Tartufo", com sessões à quinta, sexta-feira e sábado, às 19:30, e, ao domingo, às 16:30.
Brèves nouvelles de la culture:
20 autres artistes complètent l’affiche du Festival Sónar Lisboa
Chet Faker, en DJ set, Peggy Gou et Amélie Lens font partie des artistes qui complètent l’affiche du deuxième festival Sónar à Lisbonne, qui se déroule du 31 mars au 2 avril au Parque Eduardo VII.
L’organisation du festival a publié aujourd’hui, dans un communiqué, les 20 dernières confirmations musicales pour la deuxième édition de Sónar Lisboa, « dont l’affiche multiculturelle rassemble des artistes de 17 nationalités, au début des célébrations du 30e anniversaire du mythique festival Sónar Barcelona ».
Parmi les 20 noms qui complètent l’affiche figurent Chet Faker, sur DJ set, Peggy Gou, Amélie Lens, Enrico Sangiuliano, Anfisa Letyago et Patrick Mason.
Le pavillon Carlos Lopes, situé dans le parc Eduardo VII, « sera l’espace principal et l’une des quatre scènes, intérieures et extérieures, de cette édition, qui transformera le parc Eduardo VII en un lieu de célébration de Sónar by Day et Sónar by Night [le programme musical du festival] ».
Sónar a un autre aspect, dédié aux technologies créatives, Sónar+D, « espace d’échange d’idées, dans lequel des collaborations et des co-créations sont développées ».
L’espace qui accueillera Sónar+D n’a pas encore été annoncé, tout comme le programme de conférences, de débats et de présentations complémentaires au programme musical.
Des billets pour le format jour et le format soirée du festival peuvent être achetés à partir d’aujourd’hui, et des laissez-passer donnant accès à l’ensemble du festival sont également disponibles, « ainsi que des billets individuels pour assister à l’une des quatre sessions, entre Sónar by Day et Sónar by Night ».
Les billets sont en vente à www.sonarlisboa.pt, où toutes les informations sur le festival sont également disponibles.
Le Teatro das Beiras présente « Molly Sweeney » à Lisbonne
« Molly Sweeney », de Brian Friel, est la pièce du Teatro das Beiras que les United Artists (AU) accueillent du 2 au 4 février, au Teatro da Politécnica, à Lisbonne, a annoncé l’UA, compagnie résidente.
Basée sur le texte éponyme du dramaturge nord-irlandais Brian Friel (1929-2015), la pièce est jouée à partir de l’alternance des récits de trois personnages qui n’interagissent pas les uns avec les autres, selon une note de présentation de la pièce.
Créée en 1994 au Gate Theatre de Dublin, « Mooly Sweeney » est également la première mise en scène du dramaturge et metteur en scène irlandais.
Au Teatro da Politécnica, la pièce a des récitals le jeudi, à 19h00, et le vendredi et le samedi, à 21h00.
« Tartufo » de Molière au Teatro Taborda de Lisbonne
Le Garage Theater monte, du 16 au 19 février, sur la scène du Teatro Taborda, avec la pièce « Tartufo », de Molière, dans une mise en scène du directeur artistique de la compagnie, Carlos J. Pessoa.
Sur l’option d’un « Molière qui se croise soudainement » sur le chemin de cette structure, Carlos J. Pessoa la considère « comme une anomalie joyeuse », car la compagnie « ne pratique pas un théâtre de répertoire », mais soutient l’identité artistique dans la construction de spectacles à partir de ses textes et mises en scène, ajoute-t-il.
Avec « Tartufo », le Teatro da Garagem invite les spectateurs à revisiter un texte classique, dans une traduction de la poétesse Regina Guimarães, « avec la modestie de ceux qui réapprennent à lire, en les encourageant à construire des ponts entre le passé, le présent et l’avenir », justifie Carlos J. Pessoa.
Ana Palma, Joana Raio, Miguel Damião, Paula Só, Sérgio Silva et Susana Blazer interprètent « Tartufo », avec des sessions les jeudi, vendredi et samedi à 19h30, et le dimanche à 16h30.
Este dia é dedicado a Santo Henrique de Ossó Y Cervelló, fundador da Companhia de Santa Teresa de Jesus, e ao Beato Jorge Matulaitis-Matulewicz, Arcebispo, restaurador dos Clérigos Regulares Marianos e fundador das Irmãs da Imaculada Conceição e das Escravas de Jesus Eucarístico.
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Cette journée est dédiée à saint Henri d’Ossó y Cervelló, fondateur de la Société Sainte Thérèse de Jésus, et au bienheureux Jorge Matulaitis-Matulewicz, archevêque, restaurateur des clercs mariaux réguliers et fondateur des Sœurs de l’Immaculée Conception et des Esclaves de Jésus Eucharistique.

POESIE/POESIE

Exposição da Cooperativa Árvore dedicada a Eugénio de Andrade prolongada até 04 de fevereiro
A exposição "Poesia a 100 Eugénio", que a Cooperativa Árvore, no Porto, inaugurou no início do mês em homenagem ao poeta Eugénio de Andrade, pelo centenário do seu nascimento, vai ser prolongada mais uma semana, até 04 de fevereiro, anunciou hoje a instituição.
A mostra reúne obras de pintura e escultura sobre o imaginário poético de Eugénio de Andrade de artistas como Acácio Carvalho, Alexandre Rola, Artur Moreira, Benvindo de Carvalho, Carlim, Emerenciano, Evelina Oliveira, Graça Martins, José Emidio, José Rodrigues, Julia Pintão, Laureano Ribatua, Luisa Gonçalves, Mário Bismarck, Paulo Neves, Sónia Teles e Silva, Susana Bravo, Teresa Gil e Zulmiro de Carvalho.
Inclui também uma coleção de fotografias do escritor, assim como publicações e catálogos editados pela Árvore e outras publicações do poeta.
No próximo sábado, dia 28, data inicial para o encerramento de mostra, há uma tertúlia, às 15:00. sobre o universo poético de Eugénio de Andrade, com as artistas Ágata Rodrigues, filha do escultor José Rodrigues, e Graça Martins e com a investigadora de poesia portuguesa contemporânea, Maria Bochicchio.
Eugénio de Andrade (1923-2005), autor de "As mãos e os frutos" e "Rente ao dizer", nasceu em Póvoa de Atalaia, no concelho de Fundão, em 19 de janeiro de 1923.
L’exposition de la Coopérative d’arbres dédiée à Eugénio de Andrade prolongée jusqu’au 4 février
L’exposition « Poesia a 100 Eugénio », que la Cooperativa Árvore, à Porto, a inaugurée au début du mois en l’honneur du poète Eugénio de Andrade, pour le centenaire de sa naissance, sera prolongée d’une semaine, jusqu’au 4 février, a annoncé aujourd’hui l’institution.
L’exposition rassemble des œuvres de peinture et de sculpture sur l’imaginaire poétique d’Eugénio de Andrade par des artistes tels que Acácio Carvalho, Alexandre Rola, Artur Moreira, Benvindo de Carvalho, Carlim, Emerenciano, Evelina Oliveira, Graça Martins, José Emidio, José Rodrigues, Julia Pintão, Laureano Ribatua, Luisa Gonçalves, Mário Bismarck, Paulo Neves, Sónia Teles e Silva, Susana Bravo, Teresa Gil et Zulmiro de Carvalho.
Il comprend également une collection de photographies de l’écrivain, ainsi que des publications et des catalogues édités par The Tree et d’autres publications du poète.
Samedi prochain, le 28, date de début de la clôture du spectacle, il y a une tertúlia, à 15h00. sur l’univers poétique d’Eugénio de Andrade, avec les artistes Ágata Rodrigues, fille du sculpteur José Rodrigues, et Graça Martins et avec la chercheuse de poésie portugaise contemporaine, Maria Bochicchio.
Eugénio de Andrade (1923-2005), auteur de « Les mains et les fruits » et « Rente en disant », est né à Póvoa de Atalaia, dans la municipalité de Fundão, le 19 janvier 1923.
poèmes d'Eugénio de Andrade :
Fais une clef, même petite
Fais une clef, même petite,
entre dans la maison.
Consens à la douceur, aie pitié
de la matière des songes et des oiseaux.
Invoque le feu, la clarté, la musique
des flancs.
Ne dis pas pierre, dis fenêtre.
Ne sois pas comme l'ombre.
Dis homme, enfant, étoile.
Répète les syllabes
où la lumière est heureuse et s'attarde.
Répète encore : homme, femme, enfant.
Là où plus jeune est la beauté.
Blanc sur blanc. 1988. Traduit du portugais par Michel Chandeigne.
O músico Jorge Loução, cofundador da banda Roquivários, morreu hoje de manhã, em Setúbal, aos 66 anos, vítima de enfarte de miocárdio, disse à agência Lusa um familiar.
Nascido na Beira, em Moçambique, em 28 de janeiro de 1956, Jorge Loução morreu esta manhã no Hospital de S. Bernardo, em Setúbal, para onde fora transportado na quarta-feira na sequência de uma indisposição, acrescentou a mesma fonte.
Loução destacou-se como compositor de canções e de êxitos como "Cristina (beleza é fundamental)", em particular da banda que fundou com o saxofonista Mário Gramaço, em 1980.
O músico, que iniciou carreira em 1972, fixou-se em Almada após o 25 de Abril de 1974, cidade onde tiveram origem os Rock & Varius, como assinavam na altura, só adotando a designação Roquivários posteriormente.
"Pronto a curtir" foi o primeiro álbum editado pela banda na editora Rádio Triunfo, em 1981, que incluía "Ela controla", o primeiro sucesso a afirmar o grupo e a destacá-lo na então vaga o chamado "Rock Português".
Jorge Loução (guitarra e voz), Juca (guitarra) Mário Gramaço (saxofone e voz), Midus Guerreiro (baixo e voz) e Fernando Rabanal (bateria) compunham a formação inicial dos Rock & Varius, disse à agência Lusa Mário Gramaço.
Já sem Juca na formação, os Rock & Varius ainda gravaram um 'single', com o tema "Totobola", com letra de Mário Gramaço e música de Jorge Loução, também editado pela Mário Triunfo, indicou o saxofonista.
Em 1982, o grupo edita "Roquivários", pela EMI Valentim de Carvalho, nome por que passaram a designar a formação, acrescentou.
Depois do segundo álbum, os Roquivários editaram um 'single' com o tema "Cristina (Beleza é fundamental"/ "Cristina não vais levar a mal mas beleza é fundamental", pela mesma editora. A banda acabou em 1984.
Professor de educação musical e músico profissional, após o fim dos Roquivários, Jorge Loução formou os Graffiti, que lançaram um álbum para a CBS, tendo, posteriormente, editado "Encontro" a solo.
A música foi constante na vida de Jorge Loução, que foi proprietário de um bar onde tocava, em Almada, e onde assumia que nunca deixaria de "fazer rock à sombra do Cristo-Rei".
Le musicien Jorge Loução, cofondateur du groupe Roquivários, est décédé ce matin à Setúbal, à l’âge de 66 ans, victime d’un infarctus du myocarde, a déclaré un membre de la famille à Lusa.
Né à Beira, au Mozambique, le 28 janvier 1956, Jorge Loução est décédé ce matin à l’hôpital de S. Bernardo de Setúbal, où il avait été transporté mercredi à la suite d’une indisposition, ajoute la même source.
Loução s’est distingué comme compositeur de chansons et de succès tels que « Cristina (la beauté est fondamentale) », en particulier le groupe fondé avec le saxophoniste Mário Gramaço en 1980.
Le musicien, qui a commencé sa carrière en 1972, s’est installé à Almada après le 25 avril 1974, la ville d’origine de Rock & Varius, comme ils l’ont signé à l’époque, n’adoptant la désignation Roquivários que plus tard.
« Pronto a curtir » a été le premier album sorti par le groupe sur Radio Triunfo en 1981, qui comprenait « Ela controla », le premier succès à affirmer le groupe et à le nommer dans le soi-disant « Rock Portugais ».
Jorge Loução (guitare et voix), Juca (guitare), Mário Gramaço (saxophone et voix), Midus Guerreiro (basse et voix) et Fernando Rabanal (batterie) ont composé la formation initiale de Rock & Varius, a déclaré Mário Gramaço à Lusa.
Déjà sans Juca dans la formation, Rock & Varius a tout de même enregistré un « single », avec le thème « Totobola », avec des paroles de Mário Gramaço et une musique de Jorge Loução, également édité par Mário Triunfo, a indiqué le saxophoniste.
En 1982, le groupe édite « Roquivários », par EMI Valentim de Carvalho, le nom par lequel ils en sont venus à désigner la formation, a-t-il ajouté.
Après le deuxième album, les Roquivários éditent un 'single' avec le thème « Cristina (La beauté est fondamentale"/ « Cristina ne le prendra pas mal mais la beauté est fondamentale », par le même label. Le groupe se sépare en 1984.
Professeur d’éducation musicale et musicien professionnel, après la fin du Roquivários, Jorge Loução a formé graffiti, qui a sorti un album pour CBS, après avoir ensuite édité « Encontro » en solo.
La musique était constante dans la vie de Jorge Loução, qui possédait un bar où il jouait à Almada, et où il supposait qu’il ne cesserait jamais de « basculer dans l’ombre du Christ-Roi ».
Os nascidos nesta data pertencem ao signo Aquário, destacando-se o compositor austríaco Wolfgang Amadeus Mozart (1756), o compositor francês Edouard Lalo (1823), o escritor inglês Lewis Carroll (1832), o compositor norte-americano Jerome Kern (1885) e o bailarino de origem soviética Mikhail Baryshinikov (1945).
Ceux nés à cette date appartiennent au signe Verseau, en particulier le compositeur autrichien Wolfgang Amadeus Mozart (1756), le compositeur Français Edouard Lalo (1823), l’écrivain anglais Lewis Carroll (1832), le compositeur américain Jerome Kern (1885) et le danseur d’origine soviétique Mikhail Baryshinikov (1945).
Digressão europeia do fadista Duarte passa por palcos franceses e britânicos
Nantes, França, 27 jan 2023 (Lusa) - O fadista Duarte tem uma digressão agendada para oito palcos franceses e britânicos, de fevereiro a maio, passando pelo festival de música latina La Línea, em Londres, que também tem em cartaz músicos como Susana Baca e Jorge Drexler.
O criador de "Fado Novembro" participa, na próxima semana, nos dias 3 e 4 de fevereiro, no festival La Folle Journée, em Nantes, no norte de França, o festival que, até 2006, teve parceria portuguesa com a Festa da Música do Centro Cultural de Belém. No dia 3, Duarte atua na Sala Antoine Saint-Exupéry e, no dia seguinte, na Sala Novalis.
Duarte é acompanhado nesta digressão pelos músicos Pedro Amendoeira, na guitarra portuguesa, e João Filipe, na viola.
Em março, no dia 11, Duarte canta em Anjou, no noroeste de França, e, no primeiro de abril, o criador de "ReViraVolta" (Duarte) estará no Fórum Lisboa, num espetáculo evocativo do 'cantautor' Adriano Correia de Oliveira (1942-1982).
No dia 27 de abril, Duarte já estará no Reino Unido, para atuar na igreja paroquial de Clun, Shropshire, no centro de Inglaterra, junto à fronteira com o País de Gales, e, no dia seguinte, subirá ao palco do Hexagon Theatre, em Birmingham.
No dia 29, participa no Festival La Línea de Londres, dedicado à música latina. O cartaz da edição deste ano, além de Duarte, conta com Jorge Drexler, Emicida, Suzana Baca, New Regency Orchestra e Chica Charcos, entre outros músicos.
No dia seguinte, o fadista atua na igreja de Speldhurst, no sul de Inglaterra.
Em maio, no dia 13, canta no Museu da Córsega, em Corte, na ilha francesa da Córsega.
O mais recente álbum de Duarte, "No Lugar Dela", saiu em março de 2021, e nele o fadista canta "Algemas" (Álvaro Duarte Simões), do repertório de Amália Rodrigues, e evoca a "misteriosa poetisa portuense" Leonor de Almeida.
À agência Lusa, quando da edição do álbum, disse que este "combate a malícia dos dias".
Duarte, natural de Évora, foi distinguido em 2006 com o Prémio Amália Rodrigues/Revelação.
La tournée européenne du chanteur de fado Duarte passe en France et les scènes britanniques
Nantes, França, 27 jan 2023 (Lusa) - Le chanteur de fado Duarte a une tournée prévue sur huit scènes Français et britanniques, de février à mai, en passant par le festival de musique latine La Línea à Londres, qui présente également des musiciens tels que Susana Baca et Jorge Drexler.
Le créateur de « Fado Novembro » participe, la semaine prochaine, les 3 et 4 février, au festival La Folle Journée, à Nantes, le festival qui, jusqu’en 2006, avait un partenariat portugais avec le Festival de musique du Centre culturel de Belém. Le 3, Duarte se produit dans la Sala Antoine Saint-Exupéry et, le lendemain, dans la salle Novalis.
Duarte est accompagné sur cette tournée par les musiciens Pedro Amendoeira, à la guitare portugaise, et João Filipe, à l’alto.
En mars, le 11, Duarte chante en Anjou, dans le nord-ouest de la France, et le 1er avril, le créateur de « ReViraVolta » (Duarte) sera au Forum de Lisbonne, dans un spectacle évoquant le « chanteur-auteur » Adriano Correia de Oliveira (1942-1982).
Le 27 avril, Duarte sera au Royaume-Uni pour se produire à l’église paroissiale de Clun, dans le Shropshire, dans le centre de l’Angleterre, près de la frontière galloise, et le lendemain, il montera sur scène à l’Hexagon Theatre de Birmingham.
Le 29, il participe au Festival La Línea de Londres, dédié à la musique latine. L’affiche de l’édition de cette année, en plus de Duarte, présente Jorge Drexler, Emicida, Suzana Baca, New Regency Orchestra et Chica Charcos, entre autres musiciens.
Le lendemain, le chanteur de fado se produit dans l’église de Speldhurst, dans le sud de l’Angleterre.
Le 13 mai, il chante au Musée de Corse à Corte, sur l’île Français de Corse.
Le dernier album de Duarte, « No Lugar Dela », est sorti en mars 2021, et le chanteur de fado y chante « Algemas » (Álvaro Duarte Simões), du répertoire d’Amália Rodrigues, et évoque la « mystérieuse poétesse de Porto » Leonor de Almeida.
L’agence Lusa, lors de l’édition de l’album, a déclaré que cela « combat la malice des jours ».
Duarte, originaire d’Évora, a été distingué en 2006 par le prix Amália Rodrigues/Revelação.
Notícias breves de Cultura:
Suecos Graveyard de volta a Portugal para concerto em Lisboa
A banda sueca Graveyard vai voltar a Portugal para um concerto, no dia 28 de maio, no Lisboa ao Vivo, anunciou hoje a promotora.
"Detentores de uma sonoridade única e autêntica que inclui diversos estilos de rock, do clássico ao blues, passando pelo jazz e folk, a banda sueca conta com quatro álbuns de estúdio na sua carreira, tendo sido o último editado em 2018 e intitulado de 'Peace'", pode ler-se no comunicado da Amazing Events.
Os bilhetes para o concerto da banda, que já passou por território nacional diversas vezes ao longo da última década, já estão à venda e custam 28 euros.
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Publicado Dicionário Português-Árabe
O Dicionário Português-Árabe, de Abdeljelil Larbi e Délio Próspero, editado pela Colibri, que será apresentado na apresentar na próxima semana, visa ajudar estudantes, imigrantes e melhorar "relacionamento entre os povos", segundo os organizadores.
Resultado de 11 meses de trabalho, o novo dicionário "tem mais de 16.600 entradas, mais de 6.800 segundas entradas e mais de 16.100 exemplos", segundo os seus organizadores.
"A ideia surgiu da falta de um dicionário desta natureza na língua portuguesa e na língua árabe", prosseguem os organizadores, sublinhando que "será uma mais-valia, não só para os estudantes da língua árabe em Portugal, como para os estudantes da língua portuguesa no mundo árabe e até mesmo para os próprios imigrantes que cá residem e para os que virão, tal como para um melhor relacionamento entre os povos".
O tunisino Abdeljelil Larbi é professor de língua e literatura árabes no Instituto de Línguas da Universidade Nova de Lisboa, doutorado em Literatura comparada, pela mesma universidade, e já traduziu para árabe várias obras literárias portuguesas, como "Memorial do Convento", de José Saramago, "Vamos Comprar um Poeta", de Afonso Cruz, "O Vendedor de Passados", de José Eduardo Agualusa, "Mensagem", de Fernando Pessoa, e "Os Lusíadas", de Luís de Camões. Délio Próspero é licenciado em Geologia e investigador em Questões Linguísticas, Culturais e Literárias Árabes.
O Dicionário Português-Árabe é apresentado no próximo dia 2 de fevereiro, às 18:00, na Casa do Alentejo, em Lisboa.
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Palácio da Pena retoma decoração original da sala de visitas
A equipa do Palácio da Pena reconstruiu a decoração original da sala de visitas e recuperou "o ambiente idealizado" pelo rei Fernando II, no século XIX, depois de sete anos de investigação, anunciou hoje a Parques de Sintra-Monte da Lua (PSML), que gere o monumento nacional.
"A pesquisa revelou que, na divisão mais protocolar do palácio, o monarca fez um forte investimento e optou por uma decoração luxuosa, elegante e sofisticada, que impressionasse quem ali era recebido", lê-se no comunicado da empresa PSML, hoje divulgado. "Entre pintura mural, mobiliário, bronze, porcelana e veludo, onde sobressaía o 'ouro sobre azul', tudo contribuía para o aparato".
A maioria das peças que decoravam a sala, no século XIX, continuavam no palácio, e regressaram agora ao local onde foram colocadas por Fernando II, marido da ranha Maria II. "Regressam, igualmente, os têxteis em veludo azul, rigorosamente reconstituídos, com o objetivo de proporcionar aos visitantes atuais uma experiência semelhante à que teriam os visitantes do passado". O palácio foi mandado edificar por Fernando II, como residência particular da família real.
Da investigação efetuada foi encontrada "uma preciosa imagem estereoscópica captada por Carlos Relvas, que retrata esta divisão no início da década de 1870".
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Brèves nouvelles de la culture:
Swedish Graveyard de retour au Portugal pour un concert à Lisbonne
Le groupe suédois Graveyard sera de retour au Portugal pour un concert, le 28 mai, au Lisbon Live, a annoncé aujourd’hui le promoteur.
« Détenteur d’un son unique et authentique qui comprend différents styles de rock, du classique au blues, en passant par le jazz et le folk, le groupe suédois compte quatre albums studio dans sa carrière, ayant été le dernier édité en 2018 et intitulé 'Peace' », peut-on lire dans le communiqué d’Amazing Events.
Les billets pour le concert du groupe, qui a traversé le territoire national à plusieurs reprises au cours de la dernière décennie, sont déjà en vente et coûtent 28 euros.
Dictionnaire publié portugais-arabe
Le dictionnaire portugais-arabe d’Abdeljelil Larbi et Delio Próspero, édité par Colibri, qui sera présenté la semaine prochaine, vise à aider les étudiants, les immigrants et à améliorer les « relations entre les peuples », selon les organisateurs.
Après 11 mois de travail, le nouveau dictionnaire « compte plus de 16 600 entrées, plus de 6 800 deuxièmes entrées et plus de 16 100 exemples », selon ses organisateurs.
« L’idée est née de l’absence d’un dictionnaire de cette nature en portugais et en arabe », poursuivent les organisateurs, soulignant que « ce sera une valeur ajoutée, non seulement pour les étudiants de la langue arabe au Portugal, mais aussi pour les étudiants de langue portugaise dans le monde arabe et même pour les immigrants qui résident ici et pour ceux qui viendront, ainsi que pour une meilleure relation entre les peuples ».
Le Tunisien Abdeljelil Larbi est professeur de langue et littérature arabes à l’Institut des langues de la Nouvelle Université de Lisbonne, docteur en littérature comparée, par la même université, et a traduit en arabe plusieurs œuvres littéraires portugaises, telles que « Memorial do Convento » de José Saramago, « Vamos Comprar um Poeta », d’Afonso Cruz, « O Vendedor de Passados », de José Eduardo Agualusa, « Mensagem », de Fernando Pessoa, et « Os Lusíadas », de Luís de Camões. Delio Prospero est titulaire d’un diplôme en géologie et d’un chercheur en questions linguistiques, culturelles et littéraires arabes.
Le dictionnaire portugais-arabe est présenté le 2 février, à 18h00, à la Casa do Alentejo, à Lisbonne.
Le Palais de Pena reprend la décoration originale du salon
L’équipe du palais de Pena a reconstruit la décoration originale du salon et récupéré « l’environnement idéalisé » par le roi Ferdinand II au 19ème siècle, après sept ans de recherche, a annoncé aujourd’hui les Parcs de Sintra-Monte da Lua (PSML), qui gère le monument national.
« La recherche a révélé que, dans la division la plus protocolaire du palais, le monarque a fait un investissement important et a opté pour un décor luxueux, élégant et sophistiqué qui a impressionné ceux qui y ont été reçus », lit-on dans le communiqué PSML de la société, publié aujourd’hui. « Entre la peinture murale, le mobilier, le bronze, la porcelaine et le velours, où se détachent l’or sur le bleu, tout a contribué au défilé. »
La plupart des pièces qui décoraient la pièce au 19ème siècle étaient encore dans le palais, et sont maintenant retournées à l’endroit où elles ont été placées par Ferdinand II, époux de la ranha Maria II. « Ils restituent également les textiles en velours bleu, rigoureusement reconstitués, dans le but d’offrir aux visiteurs actuels une expérience similaire à celle des visiteurs du passé. » Le palais a été construit par Ferdinand II comme résidence privée de la famille royale.
La recherche a trouvé « une précieuse image stéréoscopique capturée par Carlos Relvas, qui représente cette division au début des années 1870 ».
Coimbra, 27 jan 2023 (Lusa) - O festival "menor" vai ter a sua primeira edição em fevereiro, no Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV), em Coimbra, num programa centrado "no impulso inicial" que deu origem à música eletrónica.
Entre 24 e 26 de fevereiro, vão passar pelo TAGV, que produz o festival, Jonathan Uliel Saldanha, Bela Báguena ou KMRU e Aho Ssan, entre outros artistas, numa primeira edição que conta com estreias nacionais e encomendas.
"A programação, mais do que se focar na eletrónica enquanto naipe de instrumentos e perímetro tecnológico, procura um espaço onde os que não têm lugar no cânone encontram o seu espaço de expressão", disse à agência Lusa o curador do festival, Alexandre Lemos.
Segundo a organização, este é um festival que abraça o manifesto futurista "em defesa do novo", assumindo um "compromisso com o desconhecido, a diferença e a diversidade".
No primeiro dia do "menor", Jonathan Uliel Saldanha, músico que dirige o grupo HHY & The Macumbas, propõe-se a construir uma peça sonora espetral, criada de raiz para a sala do TAGV, em que o próprio espaço servirá de instrumento.
Nesse mesmo dia de arranque, há uma estreia nacional da dupla que junta o artista queniano KMRU e "o alquimista francês Aho Ssan", apresentando o disco "Límen", criado durante a pandemia.
A 25 de fevereiro, estará no TAGV o projeto Tropa Macaca, que junta André Abel e Joana da Conceição, estreando em Coimbra novas músicas e vídeos deste duo.
A artista espanhola Bella Báguena apresenta nesse mesmo dia uma "proposta muito emocional, de uma mulher trans, que chora e canta a sua própria história de vida", realçou o curador do festival.
A música de Bella Báguena, que terá no "menor" a sua estreia absoluta no país, soa "como um lamento fundo e sincero de alguém que arrisca uma proximidade inquietante com quem a ouve, para poder contar a sua história com uma honestidade que pode ser brutal", referiu a organização.
No último dia de festival, será apresentada uma peça encomendada pelo festival, a Cavernancia, projeto de Pedro Roque.
"O festival vai fechar com uma espécie de quase spa, de terapia depois de dois dias de muita música", aclarou Alexandre Lemos.
Para o curador, a música eletrónica serve "como uma palavra-passe" do festival para o impulso que está na origem dos primeiros instrumentos e composições de música eletrónica "e que continua a estar presente no trabalho de muitos artistas".
"É o impulso de procurar o que ainda não foi feito, fora do cânone de aprendizagem da música instrumental. É o mesmo impulso que estava na construção das primeiras máquinas que permitiram fazer música que chamamos de eletrónica", vincou.
Segundo Alexandre Lemos, há intenção de o festival realizar-se com uma periodicidade anual, no primeiro trimestre do ano.
Coimbra, 27 jan 2023 (Lusa) - Le festival « mineur » aura sa première édition en février, au Teatro Academia de Gil Vicente (TAGV), à Coimbra, dans un programme axé sur « l’impulsion initiale » qui a donné naissance à la musique électronique.
Entre le 24 et le 26 février, TAGV, qui produit le festival, Jonathan Uliel Saldanha, Bela Báguena ou KMRU et Aho Ssan, entre autres artistes, passeront par TAGV, dans une première édition qui a des premières nationales et des commandes.
« La programmation, plutôt que de se concentrer sur l’électronique en tant qu’ensemble d’instruments et de périmètre technologique, cherche un espace où ceux qui n’ont pas leur place dans le canon trouvent leur espace d’expression », a déclaré le commissaire du festival, Alexandre Lemos, à Lusa.
Selon l’organisation, il s’agit d’un festival qui embrasse le manifeste futuriste « en défense du nouveau », en assumant un « engagement envers l’inconnu, la différence et la diversité ».
Le premier jour de la « mineure », Jonathan Uliel Saldanha, un musicien qui dirige le groupe HHY & The Macumbas, propose de construire une pièce sonore spectrale, créée de toutes pièces pour la salle TAGV, dans laquelle l’espace lui-même servira d’instrument.
En ce même jour de démarrage, il y a une première nationale du duo qui réunit l’artiste kenyan KMRU et « l’alchimiste Français Aho Ssan », présentant l’album « Límen », créé pendant la pandémie.
Le 25 février, le projet Tropa Macaca sera au TAGV, qui réunit André Abel et Joana da Conceição, débutant à Coimbra de nouvelles chansons et vidéos de ce duo.
L’artiste espagnole Bella Báguena présente le même jour une « proposition très émouvante, d’une femme trans, qui pleure et chante sa propre histoire de vie », a souligné le commissaire du festival.
La musique de Bella Báguena, qui fera ses débuts absolus dans le pays au « plus bas », se résume « comme une lamentation profonde et sincère de quelqu’un qui risque une proximité troublante avec ceux qui l’écoutent, afin de pouvoir raconter son histoire avec une honnêteté qui peut être brutale », a déclaré l’organisation.
Le dernier jour du festival, une pièce commandée par le festival, The Cavencia, projet de Pedro Roque sera présentée.
« Le festival se terminera par une sorte de spa, de thérapie après deux jours de musique », a déclaré Alexandre Lemos.
Pour le commissaire, la musique électronique sert « de mot de passe » au festival pour l’impulsion qui est à l’origine des premiers instruments et compositions de musique électronique « et qui continue d’être présente dans le travail de nombreux artistes ».
« C’est l’envie de chercher ce qui n’a pas encore été fait, en dehors du canon de l’apprentissage de la musique instrumentale. C’est la même impulsion qui a été dans la construction des premières machines qui nous a permis de faire de la musique que nous appelons électronique », a-t-il déclaré.
Selon Alexandre Lemos, il est prévu que le festival ait lieu sur une base annuelle au premier trimestre de l’année.
O festival Lux Interior, projeto da editora conimbricense Lux Records, regressa em março com três noites de concertos no Convento São Francisco, em Coimbra, onde irão atuar, entre outros, Clã, Sensible Soccers e Club Makumba.
Após uma pausa provocada pela pandemia, o Lux Interior regressa, a 17, 18 e 19 de março, e ao local onde começou, o Convento São Francisco, para um festival que procura também mostrar os novos projetos que vão sendo editados pela editora Lux Records, anunciou hoje a organização, em nota de imprensa enviada à agência Lusa.
O festival arranca em 17 de março, com um concerto no grande auditório do Convento São Francisco (CSF) dos Clã, banda que regressou aos discos em 2020, com "Véspera", estando os conimbricenses Eigreen, que lançaram em 2022 o seu álbum de estreia, responsáveis pela primeira parte do espetáculo.
Antes, pelas 19:30, no Café Concerto do CSF, haverá uma apresentação do projeto Duques do Precariado, que irão lançar no festival o seu álbum de estreia.
No dia seguinte, o mesmo local volta a estar reservado para um projeto emergente de Coimbra, neste caso Paul Oak, que também apresenta no certame o seu disco de estreia, "Out of His Head", produzido por Paulo Jacob, dos 5.ª Punkada.
Pelas 21:30, o festival volta a ocupar o grande auditório do CSF para um concerto dos Sensible Soccers, que editaram em 2021 o seu quarto álbum, "Manoel", que é apresentado em Coimbra em formato de cine-concerto.
A abrir o concerto, estará John Mercy, vocalista e multi-instrumentista dos a Jigsaw.
O último dia do festival terá como cabeça de cartaz Club Makumba, projeto que junta Tó Trips, João Doce, Gonçalo Prazeres e Gonçalo Leonardo, que propõem uma viagem, pelas 17:00, a sonoridades que vão do "Mediterrâneo e à África imaginada".
Neste concerto, a primeira parte estará a cargo de RAY, projeto editado pela Lux Records em 2022 e com produção de Legendary Tigerman.
Depois do concerto no grande auditório, haverá atuação no Café Concerto de Peter Suede, jovem de Coimbra que lançou em 2022 o álbum "Snake Skin".
Le festival Lux Interior, un projet de l’éditeur de conimbricense Lux Records, revient en mars avec trois nuits de concerts au Convent San Francisco, à Coimbra, où ils se produiront, entre autres, Clan, Sensible Soccers et Club Makumba.
Après une pause causée par la pandémie, Lux Interior revient, les 17, 18 et 19 mars, et à l’endroit où il a commencé, le Couvent San Francisco, pour un festival qui cherche également à montrer les nouveaux projets qui sont édités par lux records, a annoncé aujourd’hui l’organisation, dans un communiqué de presse envoyé à l’agence Lusa.
Le festival débute le 17 mars, avec un concert dans le grand auditorium du clan Convent San Francisco (CSF), un groupe qui est revenu aux albums en 2020, avec « Véspera », avec les conimbricenses Eigreen, qui a sorti en 2022 leur premier album, responsable de la première partie du spectacle.
Avant, à 19h30, au Café Concerto de CSF, il y aura une présentation du projet Duques do Precariado, qui lancera au festival leur premier album.
Le lendemain, la même place est à nouveau réservée à un projet émergent de Coimbra, en l’occurrence Paul Oak, qui présente également dans l’événement son premier album, « Out of His Head », produit par Paulo Jacob, du 5ème Punkada.
A 21h30, le festival revient occuper le grand auditorium du CSF pour un concert de Sensible Soccers, qui a édité en 2021 leur quatrième album, « Manoel », qui est présenté à Coimbra en format ciné-concert.
Le concert sera ouvert par John Mercy, chanteur et multi-instrumentiste du Jigsaw.
Le dernier jour du festival aura comme tête d’affiche Club Makumba, projet qui rejoint Tó Trips, João Doce, Gonçalo Prazeres et Gonçalo Leonardo, qui proposent un voyage, à 17h00, à des sons allant de la « Méditerranée et Afrique imaginée ».
Dans ce concert, la première partie sera en charge de RAY, un projet édité par Lux Records en 2022 et produit par Legendary Tigerman.
Après le concert dans le grand auditorium, il y aura une performance au Café Concerto de Peter Suede, jeune homme de Coimbra qui a sorti en 2022 l’album « Snake Skin ».
O fotojornalista Bruno Neves, que trabalhou em vários órgãos de comunicação social em Lisboa e no Porto, morreu na quinta-feira, aos 85 anos, no Porto, de onde era natural, revelou hoje à Lusa o seu irmão Francisco Neves.
O funeral realizar-se-á no sábado de manhã, na Igreja do Bonfim, disse.
Numa nota publicada na sua página oficial, o Sindicato dos Jornalistas, que endereça as condolências à família, recorda que Bruno Neves "ganhou fama" aos 38 anos quando fotografou a revolução do 25 de Abril, no Porto.
Colaborador do jornal "A Capital" em 1974, o fotojornalista fez depois carreira profissional nos quadros do extinto "Primeiro de Janeiro", no Porto, salienta.
Apelidando-o como "um dos grandes da fotografia portuguesa", o Sindicato dos Jornalistas recorda a sua colaboração com os jornais "Norte Desportivo", "República", "Diário de Lisboa", "Expresso", "O Jornal", "Sete", "Diário", "Norte Popular" e a Agência ANOP.
Em 1982 passou a editor fotográfico do jornal desportivo "O Jogo", acrescenta.
Bruno Neves fez ainda parte de vários corpos sindicais do Sindicato dos Jornalistas, realça.
Le photojournaliste Bruno Neves, qui travaillait dans divers médias à Lisbonne et Porto, est décédé jeudi, à l’âge de 85 ans, à Porto, d’où il était originaire, a révélé aujourd’hui son frère Francisco Neves à Lusa.
Les funérailles auront lieu samedi matin à l’église Bonfim, a-t-il déclaré.
Dans une note publiée sur son site officiel, l’Union des journalistes, qui adresse ses condoléances à la famille, rappelle que Bruno Neves « s’est fait connaître » à l’âge de 38 ans lorsqu’il a photographié la Révolution du 25 avril à Porto.
Collaborateur du journal « A Capital » en 1974, le photojournaliste a ensuite fait carrière professionnelle dans les peintures du défunt « Premier Janvier », à Porto, souligne-t-il.
L’appelant « l’un des grands de la photographie portugaise », l’Union des journalistes rappelle sa collaboration avec les journaux « Norte Desportivo », « República », « Diário de Lisboa », « Expresso », « O Jornal », « Sete », « Diário », « Norte Popular » et Agência ANOP.
En 1982, il est devenu rédacteur photo du journal sportif « The Game », ajoute-t-il.
Bruno Neves a également fait partie de plusieurs organes syndicaux du Syndicat des journalistes, souligne-t-il.
Waking Life tient une « réunion annuelle » en juin à Crato et affiche déjà des dizaines d’artistes
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Waking Life realiza "encontro anual" em junho no Crato e cartaz já tem dezenas de artistas
Crato, Portalegre, 27 jan 2023 (Lusa) - O "encontro anual" do "projeto comunitário multidimensional" Waking Life volta a acontecer este ano no Crato, mas em junho, e entre as primeiras confirmações do cartaz estão Gilles Peterson, Jan Jelinek e Sun Araw.
De acordo com informação disponível no 'site' do Waking Life, dezenas de atuações, entre concertos e DJ 'sets', compõem o cartaz, ainda em construção, do 5.º "encontro anual" daquele que, "mais do que um festival, é um projeto comunitário multidimensional, que se faz acompanhar de iniciativas culturais, contraculturais e agrícolas".
Actress, DJ Narciso, CZN (Valentina Magaletti e & João Pais Filipe), Gyan Riley, Jan Jelinek, Sun Araw, HHY & The Macumbas e Lula Pena estão entre as dezenas de artistas já confirmados para este ano.
A programação inclui também instalações artísticas, artes performativas e um espaço "para reflexão, contemplação, diálogo, aprendizagem, sentimento e evolução".
Este ano, o encontro anual acontece entre 07 e 12 de junho, e não em agosto como tem sido habitual.
A mudança de mês prende-se com vários fatores, entre os quais o facto de em agosto se registarem temperaturas muito elevadas no Crato e o festival decorrer numa área que pode levar a que as autoridades proíbam a sua realização, devido ao risco de incêndios, lê-se numa publicação na página do Waking Life no Facebook.
O nível baixo da água no lago situado nos terrenos onde acontece o encontro foi outra das razões, bem como o facto de a alteração de data permitir "uma colaboração mais estreita com a Câmara Municipal do Crato, que realiza em agosto o seu próprio festival".
Os bilhetes têm um custo de 250 euros e incluem estacionamento e acesso ao campismo. Além disso, "os bilhetes são vendidos com um depósito adicional de 15 euros, que serão devolvidos no final com a entrega [pelo portador do bilhete] de sacos cheios de lixo reciclado" acumulado durante o encontro.
Visto que o Waking Life pretende "ser um espaço inclusivo, acessível a pessoas provenientes de diferentes geografias, situações económicas ou sociais", a organização disponibiliza bilhetes subsidiados, com um custo de 150 euros, "destinados a participantes que não podem pagar o bilhete geral".
"Se te encontras numa situação financeira difícil, seja por circunstância pessoal ou pela realidade económica do país que habitas (como a portuguesa), a tua candidatura a um bilhete subsidiado é bem-vinda (até ao dia 01 de março). Oferecemos um bilhete extra gratuito a qualquer pessoa com alguma incapacidade, para que esta possa trazer um acompanhante consigo para prestar assistência durante o festival. Contacta subsidized@wakinglife.pt para te candidatares", lê-se no 'site' do Waking Life.
Além disso, as crianças entre os 3 e os 13 anos não pagam, "desde que acompanhadas por um dos pais ou por um responsável", sendo necessário pedir antecipadamente um bilhete.
Os residentes no município do Crato também têm acesso gratuito ao encontro, tendo para isso que "solicitar um bilhete gratuito na sua freguesia entre 01 de abril e 15 de maio".
Um novo projeto musical no feminino, liderado pela compositora e cantora Marta Hugon, "Caliope", que envolve outras protagonistas da atual música portuguesa, vai ser apresentado no Dia Internacional da Mulher, 8 de março, no Teatro Maria Matos, em Lisboa.
"Esta é uma reflexão musical sobre a questão do feminismo", um projeto "que vive da colaboração entre mulheres e homens", disse Marta Hugon à agência Lusa, sublinhando que "ser inteiro, é podermos ser tudo aquilo que somos, sem as limitações que os estereótipos de género impõem às mulheres".
Com Marta Hugon neste projeto estão A Garota Não, Aline Frazão, Elisa Rodrigues, Joana Alegre, Joana Espadinha, Joana Machado, Luísa Sobral, Ana Bacalhau, e ainda os músicos Diogo Duque (trompete, flauta e percussão adicional), Ana Isabel Dias (harpa), Sofia Queiroz (contrabaixo), André Sousa Machado (bateria e percussão adicional) e Luís Figueiredo (piano, teclados e percussão adicional), a primeira pessoa a quem Marta Hugon apresentou o projeto.
"O Luís Figueira fez também a direção musical e os arranjos de cada uma das canções, foi a primeira pessoa a quem eu falei sobre este projeto, pois achei que tinha, não só ligação com o tema, como a sensibilidade para transformar isto num conjunto coeso de canções. Tem uma grande sensibilidade musical, com muito bom gosto, e a quem confio imenso e é uma peça fundamental para o disco".
"Este projeto surgiu de um espaço de ócio, durante a pandemia" de covid-19, explicou Marta Hugon. "Além das obrigações familiares e domésticas, abriu-se um espaço para pensar nas coisas para as quais tinha menos tempo, e surgiu-me uma reflexão sobre o meu próprio trabalho e das pessoas que me rodeiam, e das mulheres com quem trabalho, e este fio condutor, este laço que nos une".
O título escolhido para o projeto, "Caliope", inspira-se na mitologia clássica grega, mas pressupõe, explicou Marta Hugon à Lusa, a sua "subversão", celebrando a transformação do mito da musa inspiradora num novo mito, o da musa criadora, propondo trazer para o disco e para o palco, nove "musas", autoras e compositoras da língua portuguesa.
"O desafio que eu lancei foi o que é isto de criar, da criação no feminino, ou como é que ser mulher afeta o trabalho criativo. E isso para pessoas diferentes terá significados diferentes, e o facto de haver canções tão diversas espelha isso mesmo".
A compositora referiu que "dentro do universo da criação há muita coisa", defendendo que a criação na sua génese tem esses dois lados, o masculino e o feminino, que são os lados do equilíbrio, e que assumem seres diferentes em alturas diferentes".
"Ondine", de Joana Alegre, abre o disco que totaliza nove temas.
"Neste disco cada uma de nós falou, na sua canção - de que [cada uma é] autora da letra e música -, daquilo que a tocava mais ou no que lhe pareceu mais pertinente, no momento em que a canção foi escrita".
Para Marta Hugon, "estas questões de estereótipos de género surgem em muitos contextos, no palco, nos músicos que vamos buscar para tocar connosco, no facto de haver mais instrumentistas homens que mulheres, da razão pela qual as mulheres fazem percursos no ensino, e em relação à música acabam por abandonar esse percurso, muitas vezes sem uma razão objetiva, que não tem a ver com capacidade, tem a ver com outras questões, da forma como são encaminhadas ou vistas pela sociedade, para além das questões de preconceito puro e duro com que temos de lidar quando assumimos uma 'persona publica' e com o impacto que isso tem nas escolhas que fazemos".
A compositora citou a canção "Corpo ao Manifesto", de Elisa Rodrigues, que "fala disso, como a indústria musical dita às mulheres o que elas podem ou devem fazer em determinadas fases da sua vida, e ela fala disso muito claramente".
Referindo-se à sua canção "Calíope", que dá título ao projeto, Hugon disse que falou mais sobre a "génese de criação, que na sua essência não tem género", mas reconhece que depois acaba por ser "afetada por esses estereótipos", enquanto música e compositora.
"Uma pessoa não pode ser dissociada do seu contexto. Uma pessoa pode até ser educada num contexto que não é excecionalmente preconceituoso, mas depois culturalmente existem diferenças no ambiente em que crescemos, e na forma como absorvemos a informação, e como são perspetivados os papéis do que é ser homem e ser mulher".
Sobre o projeto realçou "ser interessante ter vozes diferentes". E exemplifica: "Aline Frazão, que é uma voz da música angolana [interpreta 'Quem Dera à Musa Ser Eu'], que tem uma perspetiva muito particular sobre este tema, ou a letra de A Garota Não ['Carta a Calíope'], que fala sobre a dureza do percurso, dos obstáculos que as mulheres têm de ultrapassar dentro desta área artística, que não é diferente das outras áreas. E, no fundo, há muitos obstáculos a ultrapassar".
A diretora artística do projeto sublinhou que havia "liberdade para criar dentro do conceito, da transformação de musa inspiradora para uma musa criadora", e referiu que todas as participastes "têm gosto e ligação ao mundo literário e percebem como os mitos e as narrativas ancestrais têm muita força na forma como encaramos a realidade".
"Todas gostaram desta ideia da transformação do mito", sublinhou.
"Todas elas estão, inevitavelmente, afetadas pela questão da discriminação de género, em alguma fase da sua vida, todas elas são tocadas no presente ou foram".
A edição digital de "Caliope" está prevista para 1 de março próximo, e o álbum físico (CD) sai no dia 8, quando é apresentado o espetáculo no Teatro Municipal Maria Matos, em Lisboa.
Em palco, estão confirmadas A Garota Não, Aline Frazão, Elisa Rodrigues, Joana Alegre, Joana Espadinha, Joana Machado e Marta Hugon.
Para Hugon, "ser inteiro, é podermos ser tudo aquilo que somos, sem as limitações que os estereótipos de género impõem às mulheres, que os estereótipos que estão na música não são diferentes dos estereótipos que estão na sociedade em geral. A música é apenas um das vertentes que esses estereótipos assumem. Era ótimo dizer que não existem estereótipos de género em nenhuma área da sociedade, mas infelizmente ainda não é verdade".
Un nouveau projet musical féminin, dirigé par la compositrice et chanteuse Marta Hugon, « Caliope », qui implique d’autres protagonistes de la musique portugaise actuelle, sera présenté lors de la Journée internationale de la femme, le 8 mars, au théâtre Maria Matos de Lisbonne.
« C’est une réflexion musicale sur la question du féminisme », un projet « qui vit de la collaboration entre les femmes et les hommes », a déclaré Marta Hugon à Lusa, soulignant qu'« être entier, c’est être tout ce que nous sommes, sans les limitations que les stéréotypes de genre imposent aux femmes ».
Avec Marta Hugon dans ce projet sont A Garota Não, Aline Frazão, Elisa Rodrigues, Joana Alegre, Joana Espadinha, Joana Machado, Luísa Sobral, Ana Bacalhau, et les musiciens Diogo Duque (trompette, flûte et percussions additionnelles), Ana Isabel Dias (harpe), Sofia Queiroz (contrebasse), André Sousa Machado (batterie et percussions additionnelles) et Luís Figueiredo (piano, clavier et percussions additionnelles), la première personne à qui Marta Hugon a présenté le projet.
« Luís Figueira a également fait la direction musicale et les arrangements de chacune des chansons, a été la première personne à qui j’ai parlé de ce projet, parce que je pensais qu’il n’avait pas seulement un lien avec le thème, mais aussi la sensibilité pour le transformer en un ensemble cohérent de chansons. Il a une grande sensibilité musicale, avec beaucoup de goût, et à qui je fais beaucoup confiance et c’est un morceau fondamental pour l’album ».
« Ce projet est venu d’un espace de farniente, pendant la pandémie » de covid-19, a expliqué Marta Hugon. « En plus des obligations familiales et domestiques, un espace s’est ouvert pour réfléchir aux choses pour lesquelles j’avais moins de temps, et une réflexion a surgi pour moi sur mon propre travail et les gens autour de moi, et les femmes avec qui je travaille, et ce fil conducteur, ce lien qui nous unit. »
Le titre choisi pour le projet, « Caliope », s’inspire de la mythologie grecque classique, mais présuppose, Marta Hugon a expliqué à Lusa, sa « subversion », célébrant la transformation du mythe de la muse inspirante en un nouveau mythe, celui de la muse créatrice, proposant de porter au disque et à la scène, neuf « muses », auteurs et compositeurs de la langue portugaise.
« Le défi que je me suis fixé était de savoir ce qu’il s’agissait de créer, de créer au féminin, ou comment le fait d’être une femme affecte le travail créatif. Et cela pour différentes personnes aura des significations différentes, et le fait qu’il y ait des chansons si diverses reflète cela. »
Le compositeur a dit que « dans l’univers de la création, il y a beaucoup », arguant que la création dans sa genèse a ces deux côtés, le masculin et le féminin, qui sont les côtés de l’équilibre, et qu’ils assument des êtres différents à des moments différents ».
« Ondine », de Joana Alegre, ouvre l’album qui totalise neuf thèmes.
« Sur cet album, chacun de nous a parlé, dans sa chanson - que [chacun est] l’auteur des paroles et de la musique - de ce qui l’a le plus touché ou de ce qui lui semblait le plus pertinent au moment où la chanson a été écrite. »
Pour Marta Hugon, « ces questions de stéréotypes de genre se posent dans de nombreux contextes, sur scène, chez les musiciens avec lesquels nous allons chercher à jouer, dans le fait qu’il y a plus d’hommes instrumentistes que de femmes, raison pour laquelle les femmes suivent des cours d’enseignement, et par rapport à la musique finissent par abandonner cette voie, souvent sans raison objective, qui n’a rien à voir avec la capacité, a à voir avec d’autres questions, la façon dont elles sont transmises ou vues par la société, en plus des questions de préjugés purs et durs auxquels nous devons faire face lorsque nous assumons un « personnage public » et l’impact que cela a sur les choix que nous faisons.
Le compositeur a cité la chanson « Corpo ao Manifesto », d’Elisa Rodrigues, qui « en parle, car l’industrie de la musique dit aux femmes ce qu’elles peuvent ou doivent faire à certaines étapes de leur vie, et elle en parle très clairement ».
Se référant à sa chanson « Calliope », qui donne son titre au projet, Hugon a déclaré qu’elle parlait davantage de la « genèse de la création, qui n’a essentiellement pas de genre », mais reconnaît qu’elle finit par être « affectée par ces stéréotypes » en tant que musicienne et auteure-compositrice.
« Une personne ne peut être dissociée de son contexte. Une personne peut même être éduquée dans un contexte qui n’est pas exceptionnellement préjugé, mais culturellement, il y a des différences dans l’environnement dans lequel nous grandissons, et dans la façon dont nous absorbons l’information, et comment les rôles de ce que c’est d’être un homme et une femme sont perspectives.
À propos du projet, il a souligné « qu’il était intéressant d’avoir des voix différentes ». Il illustre : « Aline Frazão, qui est une voix de la musique angolaise [interprète 'Quem Dera à Musa Ser Eu'], qui a une perspective très particulière sur ce sujet, ou les paroles de The Girl Not ['Lettre à Calliope'], qui parle de la dureté du parcours, des obstacles que les femmes doivent surmonter dans ce domaine artistique, ce qui n’est pas différent des autres domaines. Et au fond, il y a beaucoup d’obstacles à surmonter. »
Le directeur artistique du projet a souligné qu’il y avait « la liberté de créer dans le concept, de la transformation d’une muse inspirante à une muse créative », et a déclaré que tous les membres « ont du goût et un lien avec le monde littéraire et réalisent à quel point les mythes et les récits ancestraux ont beaucoup de force dans la façon dont nous voyons la réalité ».
« Tout le monde aimait cette idée de la transformation du mythe », a-t-il déclaré.
« Elles sont toutes inévitablement touchées par la question de la discrimination fondée sur le sexe à un moment donné de leur vie, qui sont toutes touchées dans le présent ou l’ont été. »
L’édition numérique de « Caliope » est prévue pour le 1er mars prochain, et l’album physique (CD) sort le 8, lorsque le spectacle est présenté au Teatro Municipal Maria Matos, à Lisbonne.
Sur scène, sont confirmées A Garota Não, Aline Frazão, Elisa Rodrigues, Joana Alegre, Joana Espadinha, Joana Machado et Marta Hugon.
Pour Hugon, « être entier, c’est que nous pouvons être tout ce que nous sommes, sans les limites que les stéréotypes de genre imposent aux femmes, que les stéréotypes qui sont dans la musique ne sont pas différents des stéréotypes qui sont dans la société en général. La musique n’est qu’un des courants de ces stéréotypes. C’était formidable de dire qu’il n’y a pas de stéréotypes de genre dans aucun domaine de la société, mais malheureusement, ce n’est toujours pas vrai. »
O musical "Amália, Dona de Si", agendado para domingo, no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, mostra os lados público e privado da cantora e fadista considerada a voz de Portugal, disse o encenador e dramaturgo Jaime Monsanto.
Misto de teatro, concerto e espetáculo de dança, o musical é produzido pela Academia de Música de Coimbra (ADC) e o Conservatório An-Dança, de Vila Nova de Famalicão. Estreou-se no Centro de Artes e Espetáculos (CAE) da Figueira da Foz em dezembro de 2021, 'voou' para São Paulo, no Brasil, com três apresentações no Circuito de Teatro em Português, em dezembro do ano passado e, com chancela da Fundação Amália Rodrigues, chega no próximo domingo ao Coliseu dos Recreios.
Em conversa com a agência Lusa, o elenco de "Amália, Dona de Si" observou que o novo musical partiu de um sonho do cantor e ator Diogo Carvalho, ao qual foi acrescentado dramaturgia, revisitados instrumentos musicais e adicionados outros, culminando num espetáculo biográfico sobre a vida e o legado de Amália Rodrigues.
"Estamos no Coliseu dos Recreios, porque a administração da Fundação Amália Rodrigues foi à estreia do espetáculo no CAE. Estavam a tentar perceber quem nós éramos e a quem tinham apoiado e dado o aval para usar o nome de Amália. E ficaram absolutamente encantados com o espetáculo, de tal forma que quando decidiram fazer este fecho das festividades, decidiram-nos chamar para apresentarmos o espetáculo no Coliseu", disse o encenador Jaime Monsanto à Lusa.
Sobre a ideia de colocar dramaturgia no musical, revelou que a sua abordagem foi a de pegar em todos os testemunhos deixados por Amália Rodrigues - que morreu em 1999, aos 79 anos -, "entre livros, testemunhos e entrevistas, e tentar organizar um discurso dela, porque ela deixou-o", observou.
"O espetáculo - e a música ajuda muito - acaba por ser algo que oscila entre este lado público e o lado privado de Amália. Tem estes dois polos de tensão e acaba por ter este dinamismo porque, a todo o momento, entramos numa onda mais pública dela, mais histriónica, mais aberta, mais bem-disposta e, logo a seguir, entramos na sua intimidade", adiantou Jaime Monsanto.
No Brasil, onde a companhia atuou em três teatros diferentes, "existiu uma coisa muito bonita, muito boa gente, no fim do espetáculo, disse 'engraçado, esta Amália não sabia que existia, esta não conhecia'. Tem mais a ver com a interioridade dela, que ela também deixou", vincou o encenador.
O intuito de Diogo Carvalho, autor da ideia, era o de fazer um espetáculo sobre Amália, alguém de quem gosta e admira. Jaime Monsanto acedeu, mas quis "pegar nela, entre aspas, e percebê-la".
"Depois, no confronto entre a música, porque as canções também contam a sua história, e os testemunhos dela, as pessoas vão, elas próprias, decidir o que querem descobrir a seu respeito. Se querem a artista ou a pessoa privada. E posicionam-se perante aquela figura, evidentemente sem juízos [feitos] pelo encenador", argumentou.
O projeto - que foi pensado e produzido em plena pandemia de covid-19 - implicou a organização de toda a informação existente sobre Amália, ao longo de seis meses, ao mesmo tempo que os músicos e o cantor e ator procediam à escolha das canções.
Os integrantes do grupo, "cada um na sua área", acabariam por se transformar num coletivo "descobridor" de Amália Rodrigues, enfatizou o pianista e diretor geral da AMC, Pedro Ferreira.
Diogo Carvalho, 29 anos, é o protagonista do musical "Amália, Dona de Si", onde ora interpreta a cantora e fadista e outras personagens (a exemplo dos músicos, que não estão estáticos em palco) ou atua ao lado da sua voz.
Este sonho de homenagear Amália Rodrigues, vindo de quem tinha apenas seis anos quando a cantora morreu e, obviamente, nunca a viu atuar, cresceu em família: "O primeiro musical que fui ver, com a minha avó, foi o 'Amália', do Lá Féria e aquilo foi-me fascinando", recordou.
Agora, depois de a Fundação Amália Rodrigues ter visto o espetáculo, e "reconhecer-lhe qualidade", Diogo definiu como "absolutamente uma honra" poder "pisar o palco" do Coliseu dos Recreios "que a própria Amália pisou e onde encerrou a sua carreira" em 1994.
Embora admitindo que a apresentação em Lisboa possa ser diferente, da parte do público, dado a cidade capital do país "ter muita gente que vibra Amália e tem a cantora como sua", o pianista Pedro Ferreira, que é também teclista nos Anaquim, frisou que os elementos que compõem "Amália, Dona de Si" estão todos habituados aos palcos, por participarem, em conjunto, noutros projetos.
"Não conseguimos é estar imunes a este peso de saber que o Coliseu foi o último local onde Amália Rodrigues atuou. Sabemos que existe ainda e, felizmente, uma força muito seguidora de Amália Rodrigues - os chamados 'amalianos' - e sabemos que vão estar lá. Mas também estamos confiantes daquilo que temos para fazer", observou.
Para além dos já referidos, o musical "Amália, Dona de Si" integra os músicos Ricardo Silva (guitarra portuguesa) e Filipe Ferreira (contrabaixo), tem figurinos do centro de formação Cearte, e a participação de bailarinas do conservatório An-Dança, um bailarino do DNA - Dance N'Arts School de Coimbra e a Marcha do Castelo, de Lisboa.
La comédie musicale « Amália, Dona de Si », prévue dimanche au Coliseu dos Recreios de Lisbonne, montre les côtés public et privé de la chanteuse et chanteuse de fado considérée comme la voix du Portugal, a précisé le metteur en scène et dramaturge Jaime Monsanto.
Spectacle mixte de théâtre, de concert et de danse, la comédie musicale est produite par l’Académie de musique de Coimbra (ADC) et le Conservatoire An-Dança, vila nova de Famalicão. Lancé au Centre des arts et des spectacles (CAE) de Figueira da Foz en décembre 2021, il s’est envolé pour São Paulo, au Brésil, avec trois représentations au circuit des théâtres en portugais, en décembre de l’année dernière et, avec le sceau de la Fondation Amália Rodrigues, arrive dimanche prochain au Coliseu dos Recreios.
Lors d’une conversation avec l’agence lusa, la distribution de « Amália, Dona de Si » a noté que la nouvelle comédie musicale est née d’un rêve du chanteur et acteur Diogo Carvalho, auquel a été ajoutée la dramaturgie, revisité les instruments de musique et ajouté d’autres, aboutissant à un spectacle biographique sur la vie et l’héritage d’Amália Rodrigues.
« Nous sommes au Coliseu dos Recreios, car l’administration de la Fondation Amália Rodrigues est allée à la première du spectacle à CAE. Ils essayaient de comprendre qui nous étions et qui ils avaient soutenu et ont donné le feu vert pour utiliser le nom d’Amalia. Et ils étaient absolument ravis du spectacle, de sorte que lorsqu’ils ont décidé de faire cette clôture des festivités, ils ont décidé de nous appeler pour présenter le spectacle au Colisée », a déclaré le réalisateur Jaime Monsanto à Lusa.
Sur l’idée de mettre de la dramaturgie dans la comédie musicale, elle a révélé que sa démarche était de prendre tous les témoignages laissés par Amália Rodrigues - décédée en 1999, à l’âge de 79 ans - « entre livres, témoignages et interviews, et d’essayer d’organiser un discours d’elle, parce qu’elle l’a laissé », a-t-il noté.
« Le spectacle - et la musique aide beaucoup - s’avère être quelque chose qui oscille entre ce côté public et le côté privé d’Amália. Il a ces deux pôles de tension et finit par avoir ce dynamisme car, à tout moment, nous entrons dans une vague plus publique, plus histrionique, plus ouverte, plus bien disposée et, peu de temps après, nous entrons dans son intimité », a déclaré Jaime Monsanto.
Au Brésil, où la compagnie s’est produite dans trois théâtres différents, « il y avait une très belle chose, de très bonnes personnes, à la fin du spectacle, disaient 'drôle, cette Amalia ne savait pas qu’elle existait, elle ne savait pas'. Cela a plus à voir avec son intériorité, qu’elle a également quittée », a déclaré le réalisateur.
L’intention de Diogo Carvalho, auteur de l’idée, était de faire un spectacle sur Amália, quelqu’un qu’il aime et admire. Jaime Monsanto y a accédé, mais voulait « le prendre, entre guillemets, et la percevoir ».
Ensuite, dans la confrontation entre la musique, parce que les chansons racontent aussi leur histoire, et ses témoignages, les gens vont décider eux-mêmes ce qu’ils veulent savoir sur elle. Si vous voulez l’artiste ou la personne privée. Et ils se tiennent devant ce chiffre, évidemment sans jugement [fait] par le réalisateur », a-t-il soutenu.
Le projet - qui a été conçu et produit au milieu de la pandémie de covid-19 - impliquait l’organisation de toutes les informations existantes sur Amália, sur six mois, en même temps que les musiciens et le chanteur et acteur ont procédé au choix des chansons.
Les membres du groupe, « chacun dans sa région », deviendront finalement un « découvreur » collectif d’Amália Rodrigues, souligne le pianiste et directeur général d’AMC, Pedro Ferreira.
Diogo Carvalho, 29 ans, est le protagoniste de la comédie musicale « Amália, Dona de Si », où il joue parfois le chanteur et chanteur de fado et d’autres personnages (comme les musiciens, qui ne sont pas statiques sur scène) ou joue aux côtés de sa voix.
Ce rêve d’honorer Amália Rodrigues, dont elle n’avait que six ans lorsque la chanteuse est morte et ne l’a évidemment jamais vue jouer, a grandi en famille : « La première comédie musicale que je suis allé voir, avec ma grand-mère, était 'Amalia', de Lá Féria et c’était fascinant pour moi », se souvient-il.
Maintenant, après que la Fondation Amália Rodrigues ait vu le spectacle et « reconnu sa qualité », Diogo l’a défini comme « absolument un honneur » de pouvoir « monter sur scène » du Coliseu dos Recreios « sur lequel Amália elle-même a marché et où elle a terminé sa carrière » en 1994.
Tout en admettant que la présentation à Lisbonne peut être différente, du côté du public, étant donné que la capitale du pays « a beaucoup de gens qui vibrent Amália et ont le chanteur comme sien », le pianiste Pedro Ferreira, qui est également tecliste dans l’Anaquim, a souligné que les éléments qui composent « Amália, Dona de Si » sont tous habitués aux scènes, participer ensemble à d’autres projets.
« Nous ne pouvons pas être à l’abri de ce poids de savoir que le Colisée était le dernier endroit où Amália Rodrigues a agi. Nous savons qu’il y a encore et heureusement une force très suiveuse d’Amália Rodrigues - les soi-disant « Amaliens » - et nous savons qu’ils seront là. Mais nous sommes également confiants dans ce que nous avons à faire », a-t-il déclaré.
En plus de ce qui précède, la comédie musicale « Amália, Dona de Si » comprend les musiciens Ricardo Silva (guitare portugaise) et Filipe Ferreira (basse), a des costumes du centre de formation Cearte, et la participation de danseurs du Conservatoire An-Dança, un danseur de DNA - Dance N’Arts School de Coimbra et la Marcha do Castelo, Lisbonne.








