LDT NEWS VENDREDI 17/02/2023
dia 17 de fevereiro, Dia Mundial do Gato
17 février, Journée mondiale du chat
Este é o quadragésimo oitavo dia do ano. Faltam 317 dias para o termo de 2023.
Pensamento do dia: "Onde queimarem livros, mais tarde ou mais cedo, o homem também acabará destruído". Heinrich Heine (1797-1856), poeta alemão.
C’est le 48e jour de l’année. Il reste 317 jours jusqu’à la fin de 2023
Pensée du jour : « Là où ils brûlent des livres, tôt ou tard, l’homme finira aussi par être détruit. » Heinrich Heine (1797-1856), poète allemand.
A cidade de Lugo, na Galiza, sucede a Braga, como Capital de Cultura do Eixo Atlântico, para 2023, cuja programação arranca a 23 de fevereiro e se prolonga até novembro com mostras de teatro, cinema, concertos e exposições.
Criado em 2014, o programa do Eixo Atlântico pretende promover a criação e o acesso à cultura tanto na Galiza como no Norte de Portugal.
La ville de Lugo, en Galice, succède à Braga, en tant que capitale culturelle de l’axe atlantique, pour 2023, dont le programme commence le 23 février et s’étend jusqu’en novembre avec des spectacles de théâtre, du cinéma, des concerts et des expositions.
Créé en 2014, le programme Axe Atlantique vise à promouvoir la création et l’accès à la culture en Galice et dans le nord du Portugal.
Novo álbum dos Glockenwise "Gótico Português" celebra as origens da banda
Lisboa, 16 fev 2023 (Lusa) - Os Glockenwise editam sexta-feira "Gótico Português", álbum no qual a banda de Barcelos faz um exercício de reflexão e autoavaliação, celebrando o local de onde vem, "com um pé na margem e outro no centro".
Segundo o vocalista da banda, Nuno Rodrigues, em declarações à Lusa, o título do álbum "vem de uma referência direta ao 'American Gothic', Gótico Americano, género literário e artístico, por assim dizer, que tem que ver com fenómenos de bizarria e aquilo que acontece na margem, onde o estrato do Estado não é tão presente nem tão vincado e as coisas operam de um modo mais estranho, e em que há uma fluidez entre as soluções práticas e as metafísicas".
"Encontramos muito disso na margem em Portugal. Encontramos Santos Populares, barristas que fazem figurado imaginário, como a Rosa Ramalho, e sobretudo populações onde a carência de meios não as impediu de encontrar soluções, sejam elas materiais ou metafísicas, para as suas vidas, das bênçãos da Alexandrina Salazar, uma santa popular, até às bandas DIY [Do It Yourself] que se formam nas pequenas cidades e que misturam estas identidades", disse.
Para Nuno Rodrigues trata-se de um "imaginário muito rico e muito bizarro, nalguns sentidos, um espaço mental e estético que só existe fora dos grandes centros, num Portugal que tem que se reinventar, todos os dias".
É desse Portugal que vêm os Glockenwise, banda minhota criada em 2006 por um grupo de quatro adolescentes, que não sabiam tocar ou cantar.
"Começámos a fazer música para querer sair de Barcelos e alcançar coisas que achávamos que não seria possível, recordou Nuno Rodrigues.
Em 2009 editaram o EP de estreia e dois anos depois o primeiro álbum, "Building Waves". Seguiram-se "Leeches" (2013), "Heat" (2015) e "Plástico" (2018).
Ao longo dos anos foram começando a sentir "o peso da centralidade": "Tens um disco, tens de ir a Lisboa dar entrevistas e concertos, os nossos empregos dependem de estarmos no Porto ou numa cidade grande. Começamos a perceber o quão limitante isso é em formas de expressão. Na margem encontramos formas de resiliência, de arregaçar as mangas, que olhamos com algum carinho, porque foi por isso que nós acontecemos. [Foi] dessa vontade de superar alguns limites à partida impostos que saímos de Barcelos".
Nuno Rodrigues fala de empregos, porque nenhum dos elementos da banda consegue viver apenas da música que faz. "É completamente um 'labour of love' [trabalho de amor, em português]. Encaramos sempre isto como a nossa namorada mais antiga, porque estamos com ela desde os 15/16 anos. É assumido com a responsabilidade e a seriedade que um trabalho tem, mas apenas porque é fundamental para a nossa identidade e para o nosso bem-estar", contou.
A identidade dos Glockenwise é algo muito presente em "Gótico Português". "É um disco sobre essa nossa identidade, de quem está na meia distância, com um pé na margem e outro no centro, muitas vezes sem saber bem aonde é que se pertence", disse.
De todos os álbuns já editados, este "é o que está mais preocupado em fazer um exercício de reflexão e de autoavaliação, de procura de identidade e de apreciação desta outra identidade que existe para lá" da banda e de onde ela vem. Identidade essa que "é formativa, inspiradora e dinâmica".
"Isso força-nos a tentar perceber, depois de muito tempo a relegar para lugares menos importantes, a real importância desse espaço", afirmou.
A identidade destes "miúdos minhotos", já nos 30 anos, traduz-se no álbum "liricamente e esteticamente, ao nível visual", mas não em termos sonoros.
"Somos uma banda de 'art rock', 'pop rock', 'garage rock', como lhe quiserem chamar, e exploramos outras texturas desse tipo de sonoridades, influenciadas por este lirismo. Aí também o 'gothic'. Eu diria que há mais uma influência direta das linguagens do rock gótico de décadas passadas do que uma influência direta da música tradicional portuguesa, que é algo que não é o nosso lugar estético, nem pretendemos que seja, nem achamos que seja necessário usar isso para se poder falar de Portugal", afirmou.
"Gótico Português" inclui oito temas e três pedaços de uma entrevista "maravilhosa" da ceramista Rosa Ramalho, barcelense e um "ícone óbvio" que a banda "tinha de abordar" neste álbum.
A entrevista, "que deita por terra perspetivas do que é o português provinciano e o que é que ele procura, ou precisa", encontraram-na nos arquivos 'online' da RTP.
"Temos ideia da terrinha e das pessoas que adoram a terrinha e temos a Rosa Ramalho a dizer que adora Lisboa e que se pudesse morava em Lisboa, mas em Lisboa não dá para fazer barro. Também contesta o galo de Barcelos, diz que acha mais bonito o criado por Picasso do que o galo de Barcelos. Tem tudo que ver connosco, com esta maneira de poder olhar criticamente para aquilo que somos e o que nos formou", referiu Nuno Rodrigues.
As letras de "Gótico Português" são todas da autoria do vocalista, à exceção de "Água morrente", um poema do poeta simbolista Camilo Pessanha, que a banda achou que "seria adequado para este disco, que está cheio de símbolos e de semiótica".
Este é o primeiro álbum da banda em edição de autor. "Nesta fase achámos interessante podermos ser nós a lançar o disco, porque hoje é muito mais fácil para os artistas poderem fazer as suas próprias edições", disse Nuno Rodrigues.
Embora seja uma edição de autor, o álbum sai com o selo da Vida Vã, editora criada pelos elementos dos Glockenwise.
"Não é algo a que queiramos dar muito ênfase, porque não estamos a assumir como um projeto editorial muito sério. A ideia foi 'já que estamos a ser nós a lançar o disco, porque não aproveitar e dar-lhe uma espécie de selo, que possamos eventualmente mais tarde aproveitar para lançar outras coisas?'. Pode ou não acontecer, mas achamos que seria interessante poder criar esta entidade para acolher e dar o selo ao disco", explicou.
Os concertos de apresentação de "Gótico Português" estão marcados para 12 de maio em Lisboa, na Culturgest, e 20 de maio em Braga, no gnration.
Entretanto, a banda tem concertos marcados no sábado no Courage Club, em Guimarães, no dia 24 de março no Carmo 81, em Viseu, em 25 de março no Gretua, em Aveiro, e em 01 de julho no Plano B, no Porto.
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Le Glockenwise édite vendredi « Gothic Portuguese », un album dans lequel le groupe de Barcelos fait un exercice de réflexion et d’auto-évaluation, célébrant l’endroit d’où il vient, « avec un pied sur la rive et un autre au centre ».
Selon le chanteur principal du groupe, Nuno Rodrigues, dans une déclaration à Lusa, le titre de l’album « vient d’une référence directe au « gothique américain », au gothique américain, au genre littéraire et artistique, pour ainsi dire, qui a à voir avec les phénomènes de bizarria et ce qui se passe sur la touche, où la strate de l’État n’est pas si présente ou si froissée et les choses fonctionnent de la manière la plus étrange. et où il y a une fluidité entre les solutions pratiques et métaphysiques.
« Nous en avons trouvé beaucoup sur le rivage au Portugal. On retrouve des saints populaires, des barristas qui font figure imaginaire, comme Rosa Ramalho, et surtout des populations où le manque de moyens ne les a pas empêchés de trouver des solutions, matérielles ou métaphysiques, pour leur vie, des bénédictions d’Alexandrina Salazar, une sainte populaire, aux groupes DIY [Do It Yourself] qui se forment dans les petites villes et qui mélangent ces identités », dit.
Pour Nuno Rodrigues, c’est un « imaginaire très riche et très bizarre, dans un certain sens, un espace mental et esthétique qui n’existe qu’en dehors des grands centres, dans un Portugal qui doit se réinventer, chaque jour ».
C’est de ce Portugal que vient le Glockenwise, groupe minhota créé en 2006 par un groupe de quatre adolescents, qui ne savaient ni jouer ni chanter.
« Nous avons commencé à faire de la musique pour vouloir sortir de Barcelos et réaliser des choses que nous ne pensions pas possibles, se souvient Nuno Rodrigues.
En 2009, ils éditent leur premier EP et deux ans plus tard leur premier album, « Building Waves ». Viennent ensuite « Leeches » (2013), « Heat » (2015) et « Plastic » (2018).
Au fil des ans, ils ont commencé à ressentir « le poids de la centralité » : « Vous avez un disque, vous devez aller à Lisbonne pour donner des interviews et des concerts, nos emplois dépendent d’être à Porto ou dans une grande ville. Nous commençons à réaliser à quel point cela limite les formes d’expression. Sur le rivage, nous trouvons des moyens de résilience, de retrousser nos manches, que nous regardons avec une certaine affection, parce que c’est pourquoi nous sommes arrivés. [C’est] de cette volonté de dépasser certaines limites fiscales au départ que nous avons quitté Barcelos ».
Nuno Rodrigues parle de travail, car aucun des éléments du groupe ne peut vivre uniquement de la musique qu’il fait. « C’est tout un travail d’amour, en portugais. Nous considérons toujours cela comme notre petite amie la plus âgée, parce que nous sommes avec elle depuis que nous avons 15/16 ans. Il est assumé avec la responsabilité et le sérieux d’un travail, mais seulement parce qu’il est fondamental pour notre identité et notre bien-être », a-t-il déclaré.
L’identité du Glockenwise est quelque chose de très présent dans le « portugais gothique ». « C’est un enregistrement sur notre identité, de ceux qui sont à mi-distance, avec un pied sur le rivage et un autre au centre, souvent pas tout à fait sûr de sa place », a-t-il déclaré.
De tous les albums déjà édités, c’est « ce qui est le plus concerné par un exercice de réflexion et d’auto-évaluation, la recherche d’identité et l’appréciation de cette autre identité qui existe là-bas » du groupe et d’où elle vient. Cette identité « est formatrice, inspirante et dynamique ».
« Cela nous oblige à essayer de comprendre, après avoir longtemps relégué dans des endroits moins importants, l’importance réelle de cet espace », a-t-il déclaré.
L’identité de ces « enfants minhotos », déjà âgés de 30 ans, se traduit dans l’album « lyriquement et esthétiquement, au niveau visuel », mais pas en termes sonores.
« Nous sommes un groupe d’art rock, pop rock, garage rock, peu importe comment vous voulez l’appeler, et nous explorons d’autres textures de ce genre de sons, influencées par ce lyrisme. Là aussi le « gothique ». Je dirais qu’il y a plus une influence directe des langues du rock gothique des dernières décennies qu’une influence directe de la musique traditionnelle portugaise, ce qui n’est pas notre lieu esthétique, et nous n’avons pas l’intention qu’il soit, et nous ne pensons pas qu’il soit nécessaire de l’utiliser pour pouvoir parler du Portugal », a-t-il déclaré.
« Gothic Portuguese » comprend huit thèmes et trois morceaux d’une « merveilleuse » interview de la céramiste Rosa Ramalho, barcelense et une « icône évidente » que le groupe « devait aborder » sur cet album.
L’interview, « qui établit des perspectives sur ce qu’est le portugais provincial et ce qu’il recherche ou ce dont il a besoin », l’a trouvé dans les archives en ligne de rtp.
« Nous avons l’idée de la terrinha et des gens qui aiment la terrinha et nous avons Rosa Ramalho qui dit qu’il aime Lisbonne et que s’il pouvait vivre à Lisbonne, mais à Lisbonne, vous ne pouvez pas faire de l’argile. Il conteste également le coq de Barcelos, dit qu’il pense qu’il est plus beau celui créé par Picasso que le coq de Barcelos. Cela a tout à voir avec nous, avec cette façon de pouvoir porter un regard critique sur ce que nous sommes et ce qui nous a formés », a déclaré Nuno Rodrigues.
Les paroles de « Gótico Portuguese » sont toutes de la chanteuse, à l’exception de « Água morrente », un poème du poète symboliste Camilo Pessanha, que le groupe pensait « conviendrait à ce disque, qui est plein de symboles et de sémiotique ».
C’est le premier album du groupe en version auteur. « À ce stade, nous avons trouvé intéressant que nous puissions être ceux qui sortent l’album, car aujourd’hui, il est beaucoup plus facile pour les artistes de faire leurs propres éditions », a déclaré Nuno Rodrigues.
Bien qu’il s’agisse d’une édition d’auteur, l’album sort avec le sceau de Vida Vaã, un éditeur créé par les éléments du Glockenwise.
« Ce n’est pas quelque chose sur lequel nous voulons trop insister, car nous ne le prenons pas comme un projet éditorial très sérieux. L’idée était 'puisque c’est nous qui sortons le disque, pourquoi ne pas en profiter et lui donner une sorte de tampon, dont nous pourrons éventuellement profiter plus tard pour sortir d’autres choses ?'. Cela peut arriver ou non, mais nous avons pensé qu’il serait intéressant de pouvoir créer cette entité pour accueillir et donner le cachet au disque », a-t-il expliqué.
Les concerts de « Gótico Portuguese » sont prévus pour le 12 mai à Lisbonne, à Culturgest, et le 20 mai à Braga, gnration.
Cependant, le groupe a des concerts programmés le samedi au Courage Club de Guimarães, le 24 mars au Carmo 81, à Viseu, le 25 mars à Gretua, à Aveiro, et le 01er juillet au Plano B, à Porto.
Viana do Castelo, 15 fev 2023 (Lusa) - A Romaria d'Agonia vai decorrer este ano, pela primeira vez, durante nove dias, de 14 a 22 de agosto, "face à cada vez maior afluência" de pessoas a Viana do Castelo por causa das festas, foi hoje divulgado.
Em comunicado hoje enviado às redações, a Comissão de Festas da Romaria da Senhora d'Agonia explicou que "os vários quadros já emblemáticos" da festas vão ser distribuídos pelos nove dias de forma "a potenciar a atração turística de Viana do Castelo".
"A festa já se tornou tão grande que justifica mais dias, para podermos dedicar mais atenção aos quadros principais e evitar dias de concentração de vários eventos e até de sobreposição. Espaçando esses quadros será possível dar-lhes mais visibilidade e ao mesmo tempo permitir a quem nos visita poder também usufruir de Viana do Castelo", explica o presidente da Comissão de Festas da Romaria da Senhora d'Agonia, António Cruz, citado na nota.
Em 2022, segundo a organização, cerca de 2,5 milhões de pessoas acompanharam os números da Romaria d'Agonia através de canais oficiais nas redes sociais, com destaque para a transmissão 'online' do Desfile da Mordomia.
Segundo dados avançados pelo presidente da Câmara de Viana do Castelo, no último dia dos festejos de 2022, mais de 1,250 milhões de pessoas passaram pela cidade, durante os cinco dias das festas.
"A festa já antes se vivia, nos dias anteriores e prolongava-se além do calendário oficial. Ao alargamos os dias, estamos criar mais condições de segurança e de comodidade, que são também ajustadas à grandeza que a Romaria alcançou em cerca de 250 anos de história", justificou António Cruz.
O arranque da edição 2023 da Romaria d'Agonia está marcado para o dia 05 de agosto, com a abertura da XXI edição da Exposição/Feira de Artesanato da Romaria d'Agonia.
Já o programa oficial de nove dias começa a 14 de agosto, com a Praça da Música, na Praça da Liberdade, pelas 22:00.
Entre outros números, o dia 17 de agosto, vai ser marcado pelo desfile da Mordomia pelas ruas de Viana do Castelo, com saída prevista para as 16:00 do Palácio dos Cunhas.
O dia 20 de agosto, domingo, dia da padroeira, Nossa Senhora d'Agonia, é dedicado à visita das ruas da Ribeira cobertas por tapetes floridos, "cuidadosamente preparados durante toda a noite e que serão percorridos durante a tarde no regresso dos andores a terra após a procissão ao mar".
O programa oficial prevê ainda mais atividades no dia 21 de agosto, e o encerramento oficial da XXI "Exposição/Feira de Artesanato da Romaria d'Agonia" no dia 22 de agosto.
A devoção à Senhora d'Agonia iniciou-se em 1751, com a entrada da imagem na Capela do Bom Jesus. Em 1783, a Sagrada Congregação dos Ritos concedeu faculdade e licença para todos os anos se celebrar nesta capela, no dia 20 de agosto, uma missa solene, data que a cidade de Viana do Castelo elegeu como feriado municipal e que se comemora desde então.
Viana do Castelo, 15 fev 2023 (Lusa) - Le pèlerinage de l’agonie aura lieu cette année, pour la première fois, pendant neuf jours, du 14 au 22 août, « face à l’afflux croissant » de personnes à Viana do Castelo en raison des fêtes, a-t-il été annoncé aujourd’hui.
Dans un communiqué envoyé aux salles de rédaction aujourd’hui, la Commission des festivals du pèlerinage de Senhora d’Agonia a expliqué que « les différentes peintures déjà emblématiques » du festival seront distribuées sur les neuf jours afin de « renforcer l’attrait touristique de Viana do Castelo ».
« La fête est déjà devenue si grande qu’elle justifie plus de jours, afin que nous puissions consacrer plus d’attention au personnel principal et éviter les jours de concentration de divers événements et même de chevauchement. En espaçant ces images, il sera possible de leur donner plus de visibilité et en même temps de permettre à ceux qui nous visitent de profiter également de Viana do Castelo », explique le président de la Commission des festivals du pèlerinage de Senhora d’Agonia, António Cruz, cité dans la note.
En 2022, selon l’organisation, environ 2,5 millions de personnes ont suivi les numéros du pèlerinage de l’agonie par les canaux officiels sur les réseaux sociaux, soulignant la diffusion en ligne du défilé de l’intendance.
Selon les données avancées par le maire de Viana do Castelo, le dernier jour des célébrations de 2022, plus de 1 250 millions de personnes ont traversé la ville pendant les cinq jours des festivités.
« La fête était déjà vécue les jours précédents et s’étendait au-delà du calendrier officiel. Au fur et à mesure que nous prolongeons les jours, nous créons davantage de conditions de sécurité et de commodité, qui sont également adaptées à la grandeur que le pèlerinage a acquise en environ 250 ans d’histoire », a expliqué António Cruz.
Le début de l’édition 2023 du Pèlerinage de l’Agonie est prévu pour le 05 août, avec l’ouverture de la XXIe édition de l’Exposition/Foire artisanale du Pèlerinage de l’Agonie.
Le programme officiel de neuf jours commence le 14 août, avec The Music Square, sur la Praça da Liberdade, à 22h00.
Entre autres numéros, le 17 août sera marqué par le défilé de Mordomia dans les rues de Viana do Castelo, qui partira à 16h00 du palais Cunhas.
La journée du 20 août, dimanche, jour de la sainte patronne, Notre-Dame de l’Agonie, est consacrée à la visite des rues de Ribeira couvertes de tapis fleuris, « soigneusement préparés tout au long de la nuit et qui seront parcourus pendant l’après-midi au retour des andaries à terre après la procession à la mer ».
Le programme officiel prévoit encore plus d’activités le 21 août et la clôture officielle de la XXIe « Exposition/Foire artisanale du pèlerinage de l’agonie » le 22 août.
La dévotion à Senhora d’Agonia a commencé en 1751, avec l’entrée de l’image dans la chapelle de Bom Jesus. En 1783, la Sacrée Congrégation des Rites a accordé une faculté et un congé pour chaque année pour être célébrée dans cette chapelle, le 20 août, une messe solennelle, une date que la ville de Viana do Castelo a choisie comme fête municipale et qui a été célébrée depuis lors.
Generalidade da hierarquia católica portuguesa favorável à posição do Papa sobre abusos
Lisboa, 13 fev 2023 (Lusa) - O coordenador da Comissão Independente para o Estudo dos Abusos Sexuais de Crianças na Igreja disse hoje que, na generalidade, a hierarquia católica portuguesa "é favorável" à posição do Papa na condenação dos abusos.
"Com algumas divergências, e nalguns casos, a opinião dos bispos e dos superiores gerais, que foram entrevistados individualmente, é manifestamente favorável ao transmitido pelo Papa" Francisco, que considerou, em 2019, na Carta Apostólica "Vos estis lux mundi", que "os crimes de abuso sexual a crianças são crimes que ofendem a Nosso Senhor, causam danos físicos, psicológicos e espirituais às vítimas e afastam-nas da comunidade", afirmou Pedro Strecht.
Ao intervir na sessão de apresentação do relatório desta Comissão Independente sobre os casos de abuso na Igreja Católica desde 1950, o pedopsiquiatra Pedro Strecht alertou que "há que olhar para a exegese" dos números do documento - 512 casos validados em 564 testemunhos recebidos, apontando a extrapolação de um número mínimo de vítimas da ordem das 4.815 - e "importa referir que, na realidade, foi apenas a partir de 1995 que estes crimes passaram a ser inscritos no Código Penal português enquanto abuso sexual de crianças, e apenas a partir de 2007 se tornaram públicos".
"Sabemos, também, que a percentagem da sua existência enquanto praticada por membros da Igreja é muito pequena, sobre a realidade do assunto dos abusos sexuais de menores em geral", acrescentou Pedro Strecht, acrescentando que é também "baixo o número de abusadores dentro do seio da Igreja e, por isso mesmo, continua a ser importante não confundir a parte com o todo".
A Comissão Independente para o Estudo dos Abusos Sexuais de Crianças na Igreja Católica começou a receber testemunhos em 11 de janeiro do ano passado.
Os casos de abusos sexuais revelados ao longo de 2022 abalaram a Igreja e a própria sociedade portuguesa, à imagem do que tinha ocorrido com iniciativas similares em outros países, com alegados casos de encobrimento pela hierarquia religiosa a motivarem pedidos de desculpa, num ano em que a Igreja se vê agora envolvida também em controvérsia, com a organização da Jornada Mundial da Juventude, em Lisboa.
Hoje será conhecida a primeira reação da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), presidida pelo bispo de Leiria-Fátima, José Ornelas, e para 03 de março foi já convocada uma assembleia plenária extraordinária da CEP para analisar o relatório.
Liderada pelo pedopsiquiatra Pedro Strecht, a comissão independente é ainda constituída pelo psiquiatra Daniel Sampaio, pelo antigo ministro da Justiça e juiz conselheiro jubilado Álvaro Laborinho Lúcio, pela socióloga e investigadora Ana Nunes de Almeida, pela assistente social e terapeuta familiar Filipa Tavares e pela cineasta Catarina Vasconcelos.
Généralité de la hiérarchie catholique portugaise en faveur de la position du pape sur les abus
Lisboa, 13 fev 2023 (Lusa) - Le coordinateur de la Commission indépendante pour l’étude des abus sexuels sur enfants dans l’Église a déclaré aujourd’hui que, en général, la hiérarchie catholique portugaise « est en faveur » de la position du pape dans la condamnation des abus.
« Avec quelques différences, et dans certains cas, l’opinion des évêques et des supérieurs généraux, qui ont été interrogés individuellement, est manifestement en faveur de celle transmise par le pape François, qui a considéré en 2019 dans la lettre apostolique « Vos estis lux mundi », que « les crimes d’abus sexuels sur enfants sont des crimes qui offensent Notre-Seigneur, causent des dommages physiques, psychologiques et spirituels aux victimes et les éloignent de la communauté », , a déclaré Pedro Strecht.
S’exprimant lors de la séance de présentation du rapport de cette Commission indépendante sur les cas d’abus dans l’Église catholique depuis 1950, le pédopsychiatre Pedro Strecht a averti qu'« il faut regarder l’exégèse » des chiffres du document – 512 cas validés dans 564 témoignages reçus, pointant vers l’extrapolation d’un nombre minimum de victimes de l’ordre de 4 815 – et « il convient de noter que, en fait, ce n’est qu’à partir de 1995 que ces crimes ont été inscrits dans le Code pénal portugais en tant qu’abus sexuels sur enfants, et ce n’est qu’à partir de 2007 qu’ils sont devenus publics.
« Nous savons aussi que le pourcentage de leur existence alors qu’ils sont pratiqués par des membres de l’Église est très faible, sur la réalité du sujet des abus sexuels sur mineurs en général », a ajouté Pedro Strecht, ajoutant qu’il est également « faible le nombre d’agresseurs au sein de l’Église et, par conséquent, il reste important de ne pas confondre la partie avec l’ensemble ».
La Commission indépendante pour l’étude des abus sexuels sur enfants dans l’Église catholique a commencé à recevoir des témoignages le 11 janvier de l’année dernière.
Les cas d’abus sexuels révélés tout au long de 2022 ont ébranlé l’Église et la société portugaise elle-même, à l’image de ce qui s’est passé avec des initiatives similaires dans d’autres pays, avec des cas présumés de dissimulation par la hiérarchie religieuse motivant des excuses, dans une année où l’Église est maintenant également impliquée dans la controverse, organisation des journées mondiales de la jeunesse à Lisbonne.
Aujourd’hui sera connue la première réaction de la Conférence épiscopale portugaise (CEP), présidée par l’évêque de Leiria-Fátima, José Ornelas, et pour le 03 mars a déjà été convoquée une assemblée plénière extraordinaire du CEP pour analyser le rapport.
Dirigée par le pédopsychiatre Pedro Strecht, la commission indépendante est également constituée du psychiatre Daniel Sampaio, de l’ancien ministre de la Justice et conseiller du jubilado Álvaro Laborinho Lúcio, de la sociologue et chercheuse Ana Nunes de Almeida, de la travailleuse sociale et thérapeute familiale Filipa Tavares et de la cinéaste Catarina Vasconcelos.



