LDT NEWS 03/03/2023

Hoje é sexta-feira, 03 de março,

 sexagésimo segundo dia do ano, 

Dia Internacional da Vida Selvagem,

 Dia Internacional do direitos dos trabalhadores de sexo, Dia Internacional do Omega 3, 

Dia Mundial da Audição e Dia Mundial da Oração. 

Faltam 303 dias para o final de 2023.

Aujourd’hui, nous sommes le vendredi 03 mars, 

soixante deuxième jour de l’année, 

Journée internationale de la vie sauvage,

 Journée internationale des droits des travailleurs du sexe, 

Journée internationale des oméga 303, 

Journée mondiale de l’écoute et Journée mondiale de prière. 

Il reste 303 jours pour arriver à la fin de l'année


O realizador João Canijo disse hoje à Lusa que o prémio atribuído ao seu filme "Mal Viver" pelo Festival de Cinema de Berlim "significa uma nova vida" e "prova que o cinema português tem qualidade".

"Mal Viver" venceu no sábado o Urso de Prata para prémio do júri do 73.º Festival de Cinema de Berlim.

À Lusa, o cineasta afirmou que a distinção "significa uma nova vida".

"Pelo menos tenho a certeza de que consigo fazer mais um filme", assinalou, apontando "Mal Viver" como o seu "melhor filme".

Para João Canijo, o prémio recebido no Festival de Berlim foi a recompensa de um trabalho em equipa.

"Foi uma equipa muito dedicada, deu tudo, o que tinha e não tinha, para fazer este filme, foram recompensados", frisou, expressando que "a equipa está toda delirante" com a distinção.

Depois do Urso de Prata, "mais um prémio que prova que o cinema português tem qualidade", João Canijo admite "ter eventualmente melhores condições para fazer um próximo filme".

E o próximo, ainda em projeto, será sobre a encenação de uma peça de teatro, tendo como protagonistas mulheres, novamente.

"Mal Viver" é, segundo a sinopse, "a história de uma família de várias mulheres de diferentes gerações, que arrastam uma vida dilacerada pelo ressentimento e o rancor, que a chegada inesperada de uma neta vem abalar, no tempo de um fim de semana".

O elenco conta com as atrizes Rita Blanco, Anabela Moreira, Madalena Almeida, Cleia Almeida, Vera Barreto, Filipa Areosa, Leonor Silveira, Lia Carvalho, Beatriz Batarda, Leonor Vasconcelos e Carolina Amaral, às quais se juntam os atores Nuno Lopes e Rafael Morais.

O filme estreia nas salas portuguesas em 11 de maio.

Com a longa-metragem "Sangue do Meu Sangue" (2011), que conta igualmente com Rita Blanco e Anabela Moreira no elenco, João Canijo ganhou diversos prémios em festivais de cinema europeus.



Le réalisateur João Canijo a déclaré aujourd’hui à Lusa que le prix décerné à son film « Mal Viver » par le Festival du film de Berlin « signifie une nouvelle vie » et « prouve que le cinéma portugais a de la qualité ».

« Mal Viver » a remporté samedi l’Ours d’argent pour le prix du jury au 73e Festival du film de Berlin.

Pour Lusa, le cinéaste a déclaré que la distinction « signifie une nouvelle vie ».

« Au moins, je suis sûr que je peux faire un autre film », a-t-il déclaré, désignant « Mal Viver » comme son « meilleur film ».

Pour João Canijo, le prix reçu au Festival de Berlin a été la récompense d’un travail d’équipe.

« C’était une équipe très dévouée, qui a tout donné, ce qu’ils avaient et ce qu’ils n’avaient pas, pour faire ce film, ont été récompensés », a-t-il déclaré, exprimant que « l’équipe est toute en délire » avec la distinction.

Après l’Ours d’argent, « une autre récompense qui prouve que le cinéma portugais a de la qualité », João Canijo admet « avoir finalement de meilleures conditions pour faire un film à venir ».

Et le prochain, toujours en projet, portera sur la mise en scène d’une pièce de théâtre, ayant comme protagonistes des femmes, à nouveau.

« Mal Viver » est, selon le synopsis, « l’histoire d’une famille de plusieurs femmes de générations différentes, qui traînent une vie déchirée par le ressentiment et le ressentiment, que l’arrivée inattendue d’une petite-fille vient secouer, le temps d’un week-end ».

La distribution comprend les actrices Rita Blanco, Anabela Moreira, Madalena Almeida, Cleia Almeida, Vera Barreto, Filipa Areosa, Leonor Silveira, Lia Carvalho, Beatriz Batarda, Leonor Vasconcelos et Carolina Amaral, rejointes par les acteurs Nuno Lopes et Rafael Morais.

Le film sort dans les salles portugaises le 11 mai.

Avec le long métrage « Sangue do Meu Sangue » (2011), qui met également en vedette Rita Blanco et Anabela Moreira dans la distribution, João Canijo a remporté plusieurs prix dans des festivals de films européens.



 A escola primária que António Variações frequentou nos anos de 1950, em Fiscal, concelho de Amares, distrito de Braga, vai ser transformada num centro interpretativo de homenagem ao cantor e compositor, com o contributo da família e de fãs. 

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 L’école primaire qu’António Variações a fréquentée dans les années 1950, à Fiscal, municipalité d’Amares, district de Braga, sera transformée en un centre d’interprétation d’hommage au chanteur et compositeur, avec la contribution de la famille et des fans.  


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 Os filmes "Natureza Humana", de Mónica Lima, e "Nação Valente", de Carlos Conceição, vão ser exibidos em março e abril em Nova Iorque, no festival norte-americano Novos Realizadores/Novos Filmes, revelou a organização.

O festival vai decorrer no Lincoln Center e no Museu de Arte Moderna (MoMA) entre 29 de março e 09 de abril, celebrando "realizadores que falam do presente e antecipam o futuro do cinema".

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Les films « Natureza Humana », de Mónica Lima, et « Nação Valente », de Carlos Conceição, seront projetés en mars et avril à New York, au festival nord-américain New Directors / New Films, a révélé l’organisation.

Le festival aura lieu au Lincoln Center et au Museum of Modern Art (MoMA) entre le 29 mars et le 09 avril, célébrant « les réalisateurs qui parlent du présent et anticipent l’avenir du cinéma ».


Nouveauté/Novidade


Banda Motor de Budda Guedes e João Cabeleira edita álbum de estreia na 6.ª feira


Lisboa, 02 mar 2023 (Lusa) – O álbum de estreia dos Motor, banda dos guitarristas Budda Guedes e João Cabeleira (Xutos & Pontapés), composto por dez canções "que marcam um ansiado regresso de Rock em Português, acabado de fazer", é editado na sexta-feira.

De acordo com o agenciamento dos Motor, o álbum, homónimo, é composto por "dez canções rock que mostram duas gerações de músicos a conviver e a cooperar".

"A experiência e sabedoria de João Cabeleira, que vem da época da criação do Rock Português, com a visão de Budda Guedes, muito marcada pela geração do grunge e dos anos 1990, traz uma banda nova que se quer fresca e contemporânea, orgulhosa de ser portuguesa e com uma atitude assumidamente Rock", lê-se num comunicado hoje divulgado.

Com voz, duas guitarras, baixo e bateria, os Motor "marcam um ansiado regresso de Rock em Português, acabado de fazer".

O álbum, que fica disponível na sexta-feira nas plataformas de 'streaming', "é composto por dez canções da autoria de Budda Guedes e João Cabeleira, e foi gravado nos estúdios dos Xutos & Pontapés em setembro".

"Com a banda junta na mesma sala, sem 'overdubs' e sem auscultadores, com os amplificadores a debitar para mesma sala este disco foi feito da forma ancestral do Rock. Quatro músicos na mesma sala a fazer música ao mesmo tempo", é descrito no comunicado.

Com produção, gravação e mistura de Budda Guedes, o que se ouve no álbum de estreia dos Motor, "é o que foi tocado naqueles quatro dias de estúdio", "sem recurso às edições e manipulações que têm vindo a transformar a música num pronto-a-vestir infinito".

"Motor" é apresentado ao vivo em 18 de março no Tokyo, em Lisboa.



Banda Motor de Budda Guedes et João Cabeleira éditent leur premier album vendredi


Lisboa, 02 mar 2023 (Lusa) – Le premier album de Motor, un groupe de guitaristes Budda Guedes et João Cabeleira (Xutos & Pontapés), composé de dix chansons « qui marquent un retour nostalgique du rock en portugais, tout juste fait », sort vendredi.

Selon l’agence Motor, l’album, homonyme, est composé de « dix chansons rock qui montrent deux générations de musiciens vivant et coopérant ».

« L’expérience et la sagesse de João Cabeleira, qui vient de l’époque de la création de Rock Portuguese, avec la vision de Budda Guedes, très marquée par la génération grunge et les années 1990, apporte un nouveau groupe qui veut être frais et contemporain, fier d’être portugais et avec une attitude supposée rock », lit-on dans un communiqué publié aujourd’hui.

Avec voix, deux guitares, basse et batterie, le Motor « marque un retour longtemps adoré du rock en portugais, tout juste fait ».

L’album, qui est disponible vendredi sur les plateformes de streaming, « se compose de dix chansons de Budda Guedes et João Cabeleira, et a été enregistré aux studios xutos & pontapés en septembre ».

« Avec le groupe ensemble dans la même pièce, sans overdubs ni casque, avec les amplificateurs débitant dans la même pièce, ce disque a été fait dans la forme ancestrale du Rock. Quatre musiciens dans la même pièce font de la musique en même temps », indique le communiqué.

Avec la production, l’enregistrement et le mixage de Budda Guedes, ce que l’on entend sur le premier album de The Motor, « est ce qui a été joué pendant ces quatre jours de studio », « sans recours aux montages et manipulations qui ont transformé la musique en un prêt-à-porter infini ».

« Motor » est présenté en direct le 18 mars dans  Tokyo à Lisbonne.



Um álbum de militância e 11 cantoras porque Natália Correia "é quando uma mulher quiser"


Lisboa, 28 fev 2023 (Lusa) – O disco "Natália é Quando Uma Mulher Quiser", "álbum de militância" a publicar sexta-feira, junta onze cantoras, como Maria João, Katia Guerreiro, Áurea, Rita Redshoes e Viviane, que interpretam poemas de Natália Correia, musicados por Renato Jr..

Em declarações à agência Lusa, o músico Renato Jr. sublinhou "a responsabilidade" que sentiu ao "mergulhar no universo poético de Natália [Correia]", com a preocupação de "não desvirtuar" a intenção da escritora, ao musicar os seus poemas.

"As espinhas dorsais deste CD são a poesia da Natália e a minha música, depois cada intérprete empresta o seu ADN", o que lhe concede "uma diversidade de géneros musicais", disse o músico, assegurando que "este é um álbum de militância".

O projeto coincide com a celebração do centenário do nascimento de Natália Correia, ocorrido em 13 de setembro de 1923, nos Açores, e surgiu quando o autor de canções preparava uma outra "aventura musical" com músicos amigos.

"Conhecia Natália Correia, a sua irreverência, o seu empenho como cidadã, a deputada enérgica, e decidi-me mergulhar no seu universo poético", contou o músico, reconhecendo as dificuldades de compor para a poesia de Natália Correia. "Não foi fácil", disse.

"Não são palavras de canção, muitas delas pouco utilizadas, mas foi ao mesmo tempo um desafio, e fui compondo, pensando em quem as ia interpretar".

Renato Jr. tinha liderado anteriormente o projeto "Uma Mulher Não Chora", lançado no final de 2019 no âmbito do Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres, e algumas das participantes fazem parte deste novo álbum, que conta com onze cantoras, com as quais já tinha trabalhado. As exceções são Áurea, que gravou "Sete Luas", e Elisa Rodrigues, que interpreta "Encontro".

Algumas intérpretes "foram motivadas para fora da sua zona de conforto", como Mafalda Veiga, que interpreta "A Defesa do Poeta", poema que Natália declama no álbum "Vinicius em Casa de Amália" (1969).

Renato Jr. referiu à Lusa que, para realizar este projeto, investigou e viu muito material de Natália Correia, nomeadamente a sua série documental apresentada na RTP, "Mátria" (1984), realizada por Dórdio Guimarães (1938-1997).

Do elenco de intérpretes fazem ainda parte Ana Bacalhau, que gravou "Rosto Invisível", Katia Guerreiro, que interpreta "Creio", Rita Redshoes, "De Amor Nada Mais Resta que Um Outubro", a cantora Viviane, que gravou "Passageiro da Noite", Patrícia Antunes e Patrícia Silveira, o único duo deste novo projeto, que gravaram "Livro dos Amantes", e Sofia Escobar, que interpreta "Superação".

Maria João dá voz à "Queixa das Almas Jovens Censuradas", poema anteriormente gravado por José Mário Branco, com música da sua autoria, em 2019 recriado pelo brasileiro Luca Argel.

Renato Jr. exprimiu o desejo de que o CD leve "os mais novos - e todos - a descobrirem Natália Correia" a partir destas canções.

O projeto já foi apresentado na RTP, numa iniciativa da Sociedade Portuguesa e Autores, que gere os direitos autorais da escritora, na sequência de um concerto reservado ocorrido no passado mês de novembro, em Lisboa, mas Renato Jr. quer apresentá-lo noutros palcos e realçou a sua "encenação, numa referência ao Botequim, bar de que Natália era proprietária, na Graça, em Lisboa, e onde recebia intelectuais, artistas, políticos e quem a procurava".

Natália Correia fundou o Botequim com a artista plástica Isabel Meyreles - um dos nomes-chave do movimento surrealista português -, em 1971.

Uma das ideias, disse o músico à Lusa, é apresentá-lo nos Açores, terra de onde Natália era natural, mas para já tem agendado um espetáculo na Academia Almadense, em Almada, no próximo dia 8 de março, e conta ainda apresentá-lo em Valongo, no distrito do Porto, em Alcobaça, no distrito de Leiria, e em Barcelos, no distrito de Viana do Castelo.

Natália Correia nasceu há cem anos na Fajã de Baixo, na ilha de S. Miguel, e a sua obra abarca diferentes géneros literários, da poesia ao romance, ao teatro, à literatura de viagens e ao ensaio, envolvendo ainda vasta colaboração em publicações nacionais e estrangeiras.

"Não Percas a Rosa. Diário e algo mais", que iniciou a 25 de Abril de 1974 e continuou até 20 de dezembro de 1975, teve edições em 1978 e 2003.

Estreou-se na literatura aos 22 anos (1946), com um romance juvenil, "Grandes Aventuras de um Pequeno Herói", na mesma altura em que chegou ao jornalismo, no antigo Rádio Clube Português, cerca de três décadas antes de dirigir as revistas Século-Hoje (1975-1976) e Vida Mundial (1976).

O seu primeiro livro de poesia "Rio de Nuvens" data de 1947.

De sua autoria refira-se ainda os livros de poesia "Cântico do País Emerso" (1961), "O Vinho e a Lira" (1969) e "Mátria" (1967), "Memória da Sombra, versos para esculturas de António Matos" (1993).

A sua Poesia Completa, "O Sol nas Noites e o Luar nos Dias", saiu em 1993 e foi reeditada em 2000.

Natália Correia coordenou várias antologias, como "Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica: dos cancioneiros medievais à atualidade", saída em 1965 e que foi proibida pela Censura da ditadura do Estado Novo que a levou ao Tribunal e a uma sentença com pena suspensa. A obra foi publicada novamente em 2000.

Organizou igualmente a "Antologia de Poesia do Período Barroco" (1982).

Natália Correia voltou a tribunal por responsabilidade editorial na publicação das "Novas Cartas Portuguesas" (1972), de Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta e Maria Velho da Costa, processo que deu origem a um imenso apoio internacional, e que acabou em absolvição, pouco depois da queda da ditadura, em 25 de Abril de 1974.

"D. João e Julieta" (1959), "O Homúnculo, tragédia jocosa" (1965), "O Encoberto" (1969), "Erros Meus, Má Fortuna, Amor Ardente" (1981) e "A Pécora" (1967) são algumas das peças de Natália levadas a cena.

Na área do ensaio publicou, entre outros títulos, "A Questão Académica de 1907" (1962), "Uma Estátua para Herodes" (1974), "Notas para uma Introdução às Cantigas de Escárnio e de Mal-Dizer Galego-Portuguesas" (1982) e "Somos Todos Hispanos" (2003).

No romance destacam-se títulos como "Anoiteceu no Bairro" (1946), reeditado em 2004, "A Madona" (1968), reeditado em 2000, e "As Núpcias" (1992).

Paralelamente, Natália gravou discos declamando poesia. É o caso de "Cantigas d'Amigos" (1971), com Amália Rodrigues e o poeta José Carlos Ary dos Santos, e "Improviso", com o pianista António Victorino d'Almeida.

Fez também carreira na política. Anti-fascista, antes da Revolução dos Cravos estivera na oposição à ditadura do Estado Novo liderada por Oliveira Salazar e, depois, Marcello Caetano, com ação no Movimento de Unidade Democrática (MUD) e na Comissão Eleitoral de Unidade Democrática (CEUD).

Com a democracia instituída foi deputada à Assembleia da República, em 1980, pelo PSD e, posteriormente, pelo Partido Renovador Democrático (PRD), como independente, de 1987 a 1991.

Natália Correia morreu aos 69 anos, a 16 de março de 1993, em Lisboa, cidade onde residia desde os 11 anos.


Un album de militantisme et 11 chanteurs car Natalia Correia « c’est quand une femme veut »


Lisboa, 28 fev 2023 (Lusa) – L’album « Natália é Quando Uma Mulher Quiser », « album du militantisme » à paraître vendredi, réunit onze chanteuses, telles que Maria João, Katia Guerreiro, Áurea, Rita Redshoes et Viviane, qui interprètent des poèmes de Natália Correia, musique de Renato Jr..

S’adressant à Lusa, le musicien Renato Jr. a souligné « la responsabilité » qu’il ressentait en « plongeant dans l’univers poétique de Natalia [Correia] », avec le souci de « ne pas dénaturer » l’intention de l’écrivaine, par la musique de ses poèmes.

« L’épine dorsale de ce CD est la poésie de natalia et ma musique, puis chaque interprète prête son ADN », ce qui lui confère « une diversité de genres musicaux », a déclaré le musicien, assurant que « c’est un album de militantisme ».

Le projet coïncide avec la célébration du centenaire de la naissance de Natalia Correia, qui a eu lieu le 13 septembre 1923 aux Açores, et a surgi lorsque l’auteur de chansons a préparé une autre « aventure musicale » avec des amis musiciens.

« J’ai connu Natalia Correia, son irrévérence, son engagement en tant que citoyenne, la députée énergique, et j’ai décidé de me plonger dans son univers poétique », a déclaré le musicien, reconnaissant les difficultés de composer pour la poésie de Natalia Correia. « Ce n’était pas facile », a-t-il dit.

« Ce ne sont pas des paroles de chanson, beaucoup d’entre elles sont peu utilisées, mais c’était en même temps un défi, et je composais, je réfléchissais à qui allait les interpréter. »

Renato Jr. avait auparavant dirigé le projet « A Woman Does Not Cry », sorti fin 2019 dans le cadre de la Journée internationale pour l’élimination de la violence à l’égard des femmes, et certains des participants font partie de ce nouvel album, qui compte onze chanteurs, avec lesquels il avait déjà travaillé. Les exceptions sont Áurea, qui a enregistré « Sete Luas », et Elisa Rodrigues, qui joue « Encontro ».

Certains interprètes « étaient motivés hors de leur zone de confort », comme Mafalda Veiga, qui joue « A Defesa do Poeta », un poème que Natalia dénonce sur l’album « Vinicius em Casa de Amalia » (1969).

Renato Jr. a dit à Lusa que, pour mener à bien ce projet, il a enquêté et vu beaucoup de matériel de Natália Correia, à savoir sa série documentaire présentée dans RTP, « Mátria » (1984), réalisée par Dórdio Guimarães (1938-1997).

La distribution comprend également Ana Bacalhau, qui a enregistré « Rosto Invisível », Katia Guerreiro, qui joue « Creio », Rita Redshoes, « De Amor Nada Mais mais na Um Outubro », la chanteuse Viviane, qui a enregistré « Passageiro da Noite », Patrícia Antunes et Patrícia Silveira, le seul duo de ce nouveau projet, qui a enregistré « Livro dos Amantes », et Sofia Escobar, qui joue « Superação ».

Maria João donne sa voix à « Queixa das Almas Jovens Censuradas », un poème précédemment enregistré par José Mário Branco, avec sa propre musique, en 2019 recréé par le Brésilien Luca Alger.

Renato Jr. a exprimé le désir que le CD conduise « les plus jeunes - et tous - à découvrir Natalia Correia » à partir de ces chansons.

Le projet a déjà été présenté à RTP, à l’initiative de la Société portugaise et des auteurs, qui gère les droits d’auteur de l’écrivain, à la suite d’un concert réservé en novembre dernier à Lisbonne, mais Renato Jr. veut le présenter sur d’autres scènes et a souligné sa « mise en scène, en référence à Botequim, bar dont Natalia était propriétaire, à Graça, à Lisbonne, et où il recevait des intellectuels, des artistes, des politiciens et ceux qui le cherchaient.

Natalia Correia a fondé Botequim avec l’artiste Isabel Meyreles - l’un des noms clés du mouvement surréaliste portugais - en 1971.

L’une des idées, a déclaré le musicien à Lusa, est de le présenter aux Açores, terre où Natalia était naturelle, mais pour l’instant a prévu un spectacle à l’Académie Almadense, à Almada, le 8 mars, et compte également le présenter à Valongo, dans le district de Porto, à Alcobaça, dans le district de Leiria, et à Barcelos, dans le district de Viana do Castelo.

Natália Correia est née il y a cent ans à Fajã de Baixo, sur l’île de S. Miguel, et son travail englobe différents genres littéraires, de la poésie à la romance, en passant par le théâtre, la littérature de voyage et l’essai, impliquant également une collaboration étendue dans des publications nationales et étrangères.

« Ne perds pas Rosa. Diary and something else », qui a commencé le 25 avril 1974 et s’est poursuivi jusqu’au 20 décembre 1975, a eu des éditions en 1978 et 2003.

Il a fait ses débuts en littérature à l’âge de 22 ans (1946), avec un roman jeunesse, « Les grandes aventures d’un petit héros », en même temps qu’il est venu au journalisme, dans l’ancien Radio Club portugais, environ trois décennies avant de diriger les magazines Século-Hoje (1975-1976) et Vida Mundial (1976).

Son premier recueil de poésie « Rio de Nuvens » date de 1947.

Son auteur se réfère également aux livres de poésie « Cântico do País Emerso » (1961), « O Vinho e a Lira » (1969) et « Mátria » (1967), « Memória da Sombra, versos para esculturas d’António Matos » (1993).

Sa poésie complète, « The Sun in the Nights and the Moonlight in Days », est parue en 1993 et a été rééditée en 2000.

Natalia Correia a coordonné plusieurs anthologies, telles que « Anthologie de la poésie érotique et satirique portugaise: des recueils de chansons médiévales à nos jours », qui est sortie en 1965 et qui a été interdite par la censure de la dictature de l’Estado Novo qui l’a conduite devant le tribunal et une peine avec sursis. L’ouvrage a été publié à nouveau en 2000.

Il a également organisé l’anthologie de poésie de la période baroque (1982).

Natalia Correia est revenue devant les tribunaux pour la responsabilité éditoriale dans la publication de « Nouvelles lettres portugaises » (1972), de Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta et Maria Velho da Costa, un processus qui a suscité un immense soutien international, et qui s’est terminé par un acquittement, peu après la chute de la dictature, le 25 avril 1974.

« D. João e Julieta » (1959), « The Homunculus, tragédie pêle-mêle » (1965), « The Covert » (1969), « Erros Meus, Má Fortuna, Amor Ardente » (1981) et « A Pécora » (1967) sont quelques-unes des pièces de Natalia mises en scène.

Dans le domaine de l’essai, il a publié, entre autres titres, « La question académique de 1907 » (1962), « Une statue pour Hérode » (1974), « Notes pour une introduction aux chansons de la moquerie galicienne-portugaise et de la parole maléfique » (1982) et « Somos Todos Hispanos » (2003).

Le roman met en évidence des titres tels que « Anoiteceu no Bairro » (1946), réédité en 2004, « A Madonna » (1968), réédité en 2000, et « The Nuptials » (1992).

Dans le même temps, Natalia enregistre des disques déclamant de la poésie. C’est le cas de « Cantigas d’Amigos » (1971), avec Amália Rodrigues et le poète José Carlos Ary dos Santos, et « Improviso », avec le pianiste António Victorino d’Almeida.

Il a également fait carrière en politique. Antifasciste, avant la Révolution des œillets, avait été en opposition à la dictature du nouvel État dirigée par Oliveira Salazar et, plus tard, Marcello Caetano, avec une action dans le Mouvement de l’unité démocratique (MUD) et la Commission électorale de l’unité démocratique (CEUD).

Avec la démocratie établie, elle a été membre de l’Assemblée de la République, en 1980, par le PSD et, plus tard, par le Parti de la rénovation démocratique (PRD), en tant qu’indépendante, de 1987 à 1991.

Natalia Correia est décédée à l’âge de 69 ans, le 16 mars 1993, à Lisbonne, où elle vivait depuis l’âge de 11 ans.

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