Incêndios: Arcos de Valdevez cria rede de recolha de biomassa para reduzir riscos


Arcos de Valdevez, Viana do Castelo, 10 mai 2023 (Lusa) - A Câmara de Arcos de Valdevez criou três centros de recolha de biomassa e quer atingir as duas dezenas, até 2024, para reduzir o risco de incêndio através da valorização dos resíduos agrícolas e florestais, foi hoje divulgado.

Contactado pela agência Lusa, a propósito de uma nota de imprensa sobre o assunto enviada por aquela autarquia do distrito de Viana do Castelo, o vereador do Ambiente, Olegário Gonçalves, explicou que o objetivo daquela rede é "reduzir o risco de incêndios que todos os anos ocorrem e que muitas vezes têm origem na queima ou queimada de sobrantes da agricultura ou da limpeza de terrenos florestais".

"O município está disponível para apoiar a instalação de centros de recolha de biomassa de forma a dotar o concelho com uma rede de centros de recolha, distribuídos pelo território, contribuindo para o tratamento adequado destes resíduos e para a diminuição de risco de incêndio", destacou.

Além de "reduzir as queimadas nas zonas mais urbanas, a instalação de centros de recolha de biomassa, em articulação com as juntas de freguesia, pretende evitar a deposição desses resíduos nos contentores de recolha de resíduos sólidos urbanos".

"A deposição de resíduos resultantes de podas nos contentores de resíduos sólidos urbanos não é permitida, já que não é tratado pela empresa Resulima", explicou.

Em 2021, foi instalado o primeiro centro de recolha de sobrantes agrícolas e florestais na União de Freguesias de São Jorge e Ermelo, que, segundo Olegário Gonçalves, "tem tido muita procura".

Na última semana, entrou em funcionamento outro centro na União de Freguesias de Arcos Salvador, Vilafonche e Parada.

A União de Freguesias de Padreiro (Salvador e Santa Cristina) também já está dotada daquele equipamento e, até final do mês, abre um quarto centro na freguesia de Oliveira.

Segundo o vereador do Ambiente, os resíduos depositados nestes três centros são encaminhados para uma empresa de produção de biomassa, no concelho de Vila Verde, distrito de Braga.

"O objetivo é, até 2024, termos instalados, no mínimo, 20 centros de recolha de resíduos agrícolas e florestais, para garantir a cobertura, na íntegra, do território do concelho, num investimento de cerca de 150 mil euros, suportado pelo município", apontou Olegário Gonçalves.

A "utilização destes centros, através de agendamento prévio com as juntas de freguesia, não tem custos para as pessoas que pretendam ali depositar os seus resíduos florestais ou de podas caseiras".

De acordo com dados revelados à Lusa pelo comandante de Emergência e Proteção Civil do Comando Sub-Regional do Alto Minho, Marco Domingues, entre 01 de janeiro e 07 de março, ocorreram nos 10 concelhos do distrito de Viana do Castelo 219 incêndios que consumiram 1.211 hectares de terrenos.

Arcos de Valdevez, com 49 fogos, liderava a lista dos concelhos mais afetados pelas chamas, seguido de Ponte da Barca, com 48, Ponte de Lima (42), Viana do Castelo (18), Melgaço e Valença, ambos com 15 ocorrências, Monção e Paredes de Coura, com 12, Caminha (7) e Vila Nova de Cerveira, com apenas um incêndio.

Marco Domingues explicou que a investigação da GNR às ocorrências registadas até à data concluiu que 53% dos incêndios tiveram origem em queimadas para renovação de pastos, 25% em queimada de sobrantes florestais ou agrícolas, 7% queima de amontoados, 14% dos fogos foram desencadeados por indivíduos inimputáveis, 1% reacendimentos e a mesma percentagem para queima de lixo.

Com uma área total de 222 mil hectares, o distrito de Viana do Castelo tem 208 freguesias, 99 das quais (8,9% do total do país) consideradas prioritárias na prevenção de fogos florestais e onde estão identificados 1.185 lugares prioritários.


Incendies : Arcos de Valdevez crée un réseau de collecte de biomasse pour réduire les risques


Arcos de Valdevez, Viana do Castelo, 10 mai 2023 (Lusa) - La Chambre d’Arcos de Valdevez a créé trois centres de collecte de biomasse et veut atteindre les deux dizaines, d’ici 2024, pour réduire le risque d’incendie grâce à la récupération des déchets agricoles et forestiers, a-t-on annoncé aujourd’hui.

Contacté par l’agence Lusa, au sujet d’un communiqué de presse à ce sujet envoyé par cette municipalité du district de Viana do Castelo, le conseiller de l’environnement, Olegário Gonçalves, a expliqué que l’objectif de ce réseau est de « réduire le risque d’incendies qui se produisent chaque année et qui proviennent souvent de la combustion ou de la combustion des restes de l’agriculture ou du nettoyage des terres forestières ».

« La municipalité est disponible pour soutenir l’installation de centres de collecte de biomasse afin de fournir à la municipalité un réseau de centres de collecte, répartis sur tout le territoire, contribuant au bon traitement de ces déchets et à la réduction du risque d’incendie », a-t-il déclaré.

En plus de « réduire les incendies dans les zones plus urbaines, l’installation de centres de collecte de biomasse, en collaboration avec les conseils paroissiaux, vise à éviter le dépôt de ces déchets dans les conteneurs de collecte des déchets solides urbains ».

« Le dépôt de déchets résultant de l’élagage dans des conteneurs de déchets solides municipaux n’est pas autorisé, car ils ne sont pas traités par la société Resulima », a-t-il expliqué.

En 2021, le premier centre de collecte des excédents agricoles et forestiers a été installé dans l’Union des paroisses de São Jorge et Ermelo, qui, selon Olegário Gonçalves, « a été très demandée ».

La semaine dernière, un autre centre a commencé à fonctionner dans l’Union des paroisses d’Arcos Salvador, Vilafonche et Parada.

L’Union des paroisses de Padreiro (Salvador et Santa Cristina) est également déjà équipée de cet équipement et, à la fin du mois, ouvre un quatrième centre dans la paroisse d’Oliveira.

Selon le conseiller de l’environnement, les déchets déposés dans ces trois centres sont envoyés à une entreprise de production de biomasse, dans la municipalité de Vila Verde, district de Braga.

« L’objectif est, d’ici 2024, d’avoir installé, au moins, 20 centres de collecte des déchets agricoles et forestiers, afin d’assurer la couverture complète du territoire du comté, dans un investissement d’environ 150 mil euros, soutenu par la municipalité », a déclaré Olegário Gonçalves.

« L’utilisation de ces centres, par le biais d’une planification préalable avec les conseils paroissiaux, n’a aucun coût pour les personnes qui veulent y déposer leurs déchets forestiers ou leur taille artisanale ».

Selon les données révélées à Lusa par le commandant de l’urgence et de la protection civile du commandement sous-régional de l’Alto Minho, Marco Domingues, entre le 01er janvier et le 07 mars, 10 incendies se sont produits dans les 219 municipalités du district de Viana do Castelo qui ont consommé 1 211 hectares de terres.

Arcos de Valdevez, avec 49 incendies, est en tête de la liste des municipalités les plus touchées par les flammes, suivi de Ponte da Barca, avec 48, Ponte de Lima (42), Viana do Castelo (18), Melgaço et Valença, toutes deux avec 15 occurrences, Monção et Paredes de Coura, avec 12, Caminha (7) et Vila Nova de Cerveira, avec un seul incendie.

Marco Domingues a expliqué que l’enquête du GNR sur les événements enregistrés à ce jour a conclu que 53% des incendies provenaient d’incendies pour le renouvellement des pâturages, 25% de brûlage de restes forestiers ou agricoles, 7% de brûlages de tas, 14% d’incendies déclenchés par des individus non imputables, 1% de ravivage et le même pourcentage de brûlage d’ordures.

Avec une superficie totale de 222 mil hectares, le district de Viana do Castelo compte  208  villages 99 desquelles,  (8,9% du total du pays) sont considérées comme prioritaires dans la prévention des incendies de forêt et où  sont identifiées 1.185  lieux prioritaires  identifiés.


Câmara de Arcos de Valdevez lança projeto turístico para combater a sazonalidade


Arcos de Valdevez, Viana do Castelo, 14 fev 2023 (Lusa) - O projeto "Quatro Estações: Arcos de Valdevez", hoje apresentado pela câmara local, pretende combater a sazonalidade turística associando os eventos fixos que se realizam no concelho com propostas de roteiros pelo património natural, arquitetónico e cultural do concelho.

"O objetivo é conjugar os eventos fixos culturais ou desportivos, que se realizam no concelho nas quatro estações do ano, com sugestões de roteiros e visitas por exemplo ao Parque Nacional da Peneda Gerês(PNPG), à aldeia monumento de Sistelo, à Floresta Encantada, ou um passeio pelo rio Lima", explicou o presidente da câmara, João Manuel Esteves.

Em declarações à agência Lusa, à margem da apresentação pública do projeto, o autarca social-democrata de Arcos de Valdevez, no distrito de Viana do Castelo, explicou que as experiências turísticas criadas para as quatro estações do ano constam de uma brochura interativa, disponível a partir de hoje, no sítio oficial da autarquia na Internet ou na página VisitArcos que o município criou para a dinamização turística do território.

"Pretendemos aumentar a visibilidade e notoriedade do concelho, reduzir a sazonalidade, oferecer propostas inovadoras que chamem cada vez mais turistas nacionais e internacionais e atrair fixar investimento", sublinhou.

O projeto, hoje apresentado no Paço de Giela, integra o "Minho Tourism Design Experience", um programa financiado pela Estratégia de Eficiência Coletiva (EEC) PROVERE Minho Inovação, que pretende "desenvolver, em Arcos de Valdevez, novas ferramentas, experiências turísticas e sua promoção, constituindo sugestões de visita atrativas para os públicos-alvo, incrementando a qualidade da oferta turística, bem como desenvolver mecanismos para esbater a sazonalidade e tentar captar fluxos turísticos ao longo do ano inteiro".

O projeto, desenvolvido em parceria com a empresa o IPDT, disponibiliza "aos visitantes motivos para visitar o destino ao longo de todo o ano, através de quatro roteiros definidos para cada estação, minimizando, por um lado, questões de sazonalidade e, por outro, excesso de concentração de turistas em certas alturas do ano".

A brochura interativa "dispõe de um roteiro e um mapa associados a cada estação, agregando a oferta natural, cultural, patrimonial e os eventos do município, de forma a criar uma narrativa apelativa para quem visita o destino".

A apresentação deste projeto decorreu no âmbito da assinatura de contratos com dez empresas do concelho no âmbito do Investarcos.

Com um orçamento de 73.343 euros, o programa de incentivos ao empreendedorismo e ao emprego em Arcos de Valdevez destina-se a apoiar a criação e promoção do emprego e empreendedorismo de micro e pequenas empresas em todo o concelho.



Arcos de Valdevez quer transformar branda em estação científica por 4,5ME


Arcos de Valdevez, Viana do Castelo, 10 mai 2023 (Lusa) – A Câmara de Arcos de Valdevez quer transformar a branda de São Bento do Cando, situada a mais de mil metros de altitude, em estação científica, num investimento estimado em 4,5 milhões de euros.

Em declarações hoje à agência Lusa, o presidente da Câmara de Arcos de Valdevez, no distrito de Viana do Castelo, João Manuel Esteves, estimou ainda este ano candidatar o projeto "produtor e promotor de ciência e conhecimento" aos fundos do Portugal 2030.

O autarca social-democrata apontou "o primeiro semestre de 2024 para o início dos trabalhos de transformação de seis edifícios da branda secular, na freguesia da Gavieira, em pleno Parque Nacional da Peneda Gerês (PNPG), numa moderna estação científica".

"Nos contactos que temos mantido quer com o Governo quer com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte(CCDR-N), tem-nos sido confirmado o interesse e apoio ao projeto", destacou.

João Manuel Esteves explicou que as casas antigas da branda de São Bento do Cando, onde se cumpria a transumância (mudança sazonal dos agricultores e seus rebanhos para locais que oferecem melhores condições durante uma parte do ano) vão ser recuperadas e reconvertidas em alojamento para estudantes de doutoramento e investigadores, laboratórios, auditório, residência artística, entre outros espaços.

"Da transumância das pessoas, que durante séculos se adaptavam ao ritmo da vida, com esta estação de investigação e formação, queremos fazer transumância de conhecimento, deste local, mais de mil metros acima do nível do mar, para o mundo", afirmou.

Além de "apoiar trabalhos de investigação interdisciplinar da biodiversidade e ecossistemas, das alterações climáticas, dos recursos naturais e culturais, naquela branda científica, os investigadores portugueses e estrangeiros poderão ficar alojados e realizar trabalhos de campo e de laboratório nos vários edifícios".

A branda científica "terá ainda condições para ministrar cursos de doutoramento e mestrado".

"Além de produzir conhecimento, a branda científica vai criar condições para atrair talento, desenvolver investigação e ajudar ao desenvolvimento económico e social das populações do PNPG", realçou o autarca.

João Manuel Esteves destacou ainda a importância do projeto para a "recuperação de aldeias que se encontram, atualmente, praticamente desabitadas, entre outras razões, pelo abandono agrícola e declínio demográfico".

"Atualmente, cerca de duas dezenas de pessoas ainda cumprirão a transumância na branda São Bento do Cando", apontou.

Segundo o autarca, a futura estação de investigação e formação integrará o projeto europeu Biopolis que "tem como objetivo a criação de uma superestrutura de investigação em biologia ambiental, capaz de responder aos novos desafios que se colocam hoje em áreas de ponta como a genómica, a biologia computacional, a bioinformática ou a monitorização ambiental".

O Biopolis é coordenado por um consórcio que junta o Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO) da Universidade do Porto, a Universidade de Montpellier, em França e a Porto Business School.

"É um projeto que desenvolverá ações não só para o PNPG, único em Portugal, mas também para a Reserva da Biosfera Transfronteiriça Gerês-Xurés, assim declarada, em 2009, pela UNESCO, contribuindo para a coesão territorial e diversificação socioeconómica", realçou.

A Reserva da Biosfera Transfronteiriça Gerês-Xurés está localizada na Galiza e no Alto Minho, unindo do lado português, o PNPG ao Parque Natural Baixa Limia - Serra do Xurés, no lado galego.

O protocolo para a criação da branda científica foi assinado em agosto de 2022, entre a Câmara de Arcos de Valdevez a Associação Biopolis (CIBIO-inbio, Universidade do Porto), o Instituto de Geografia e Ordenamento do Território(IGOT) DE Lisboa, o Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa, os Institutos Politécnicos de Bragança e Viana do Castelo, Instituto Superior de Agronomia, as Universidades de Lisboa, do Minho, em Braga, de Trás-os-Montes e Alto Douro, de Santiago de Compostela e Vigo, na Galiza.


La Chambre Valdevez d’Arcos lance un projet touristique pour lutter contre la saisonnalité


Arcos de Valdevez, Viana do Castelo, 14 fev 2023 (Lusa) - Le projet « Quatro Estações: Arcos de Valdevez », présenté aujourd’hui par le conseil local, vise à lutter contre la saisonnalité touristique en associant les événements fixes qui ont lieu dans la municipalité à des propositions d’itinéraires pour le patrimoine naturel, architectural et culturel de la municipalité.

« L’objectif est de combiner les événements culturels ou sportifs fixes, qui ont lieu dans le comté pendant les quatre saisons, avec des suggestions d’itinéraires et de visites, par exemple au parc national de Peneda Gerês (PNPG), au village monument de Sistelo, à la forêt d’Encantada ou à une promenade le long de la rivière Lima », a expliqué le maire, João Manuel Esteves.

S’adressant à l’agence lusa, en marge de la présentation publique du projet, le maire social-démocrate d’Arcos de Valdevez, dans le district de Viana do Castelo, a expliqué que les expériences touristiques créées pour les quatre saisons sont contenues dans une brochure interactive, disponible à partir d’aujourd’hui, sur le site officiel de la municipalité ou sur la page VisitArcos que la municipalité a créée pour la promotion touristique du territoire.

« Nous avons l’intention d’accroître la visibilité et la notoriété de la municipalité, de réduire la saisonnalité, de proposer des propositions innovantes qui attirent de plus en plus les touristes nationaux et internationaux et d’attirer les investissements », a-t-il déclaré.

Le projet, présenté aujourd’hui au Paço de Giela, fait partie de la « Minho Tourism Design Experience », un programme financé par la Stratégie d’efficacité collective (CEE) PROVERE Minho Inovação, qui vise à « développer, à Arcos de Valdevez, de nouveaux outils, expériences touristiques et leur promotion, constituant des suggestions pour des visites attrayantes pour les publics cibles, augmentant la qualité de l’offre touristique, ainsi que développer des mécanismes pour briser la saisonnalité et essayer de capturer les flux touristiques vers le tout au long de l’année.

Le projet, développé en partenariat avec la société IPDT, fournit « aux visiteurs des raisons de visiter la destination tout au long de l’année, à travers quatre itinéraires définis pour chaque saison, minimisant, d’une part, les problèmes de saisonnalité et, d’autre part, la concentration excessive de touristes à certaines périodes de l’année ».

La brochure interactive « a un script et une carte associés à chaque station, ajoutant l’offre naturelle, culturelle, patrimoniale et les événements de la municipalité, afin de créer un récit attrayant pour ceux qui visitent la destination ».

La présentation de ce projet a eu lieu dans le cadre de la signature de contrats avec dix entreprises de la municipalité dans le cadre d’Investarcos.

Doté d’un budget de 73 343 euros, le programme d’incitation à l’entrepreneuriat et à l’emploi à Arcos de Valdevez vise à soutenir la création et la promotion de l’emploi et de l’entrepreneuriat des micro et petites entreprises dans tout le comté..




ARCOS DE VALDEVEZ ONDE PORTUGAL SE FEZ


6º Congresso Internacional Casa Nobre: um património para o futuro. Arcos de Valdevez, 10, 11 e 12 de Novembro.

Arquitecto Fernando Cerqueira Barros (excerto Pagina pessoal Facebook)

Irei apresentar a Comunicação "Mosteiro de São João de Cabanas (Afife, Viana do Castelo): de cenóbio beneditino a casa nobre. Perspectiva histórico-arquitectónica como suporte do projecto de arquitectura para a sua reabilitação", inserida na Sessão Temática "Património Construído: Estudos, Defesa e Valorização".

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Arcos de Valdevez, Viana do Castelo, 19 out 2022 (Lusa) - O presidente da Câmara de Arcos de Valdevez pediu hoje ajuda ao Governo para a criação de um polo de inovação rural nas instalações de um antigo centro de formação rural, propriedade do Ministério da Agricultura.

"É importante dar um salto em frente, é importante podermos mostrar novas tecnologias que estão a chegar todos os dias à agricultura, novos produtos, e é importante estarmos preparados por intermédio deste polo de inovação rural", afirmou João Manuel Esteves.

O pedido de ajuda do autarca social-democrata foi dirigido ao secretário de Estado da Agricultura, Rui Martinho, que hoje participou, naquele concelho do distrito de Viana do Castelo, a assinatura de dois protocolos entre o município e várias entidades locais de incentivo à produção pecuária.

No final da sessão, aos jornalistas, João Manuel Esteves explicou que esse polo de inovação rural terá "a ajuda do sistema científico e tecnológico, no caso concreto do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC), mas também das associações de produtores e com todos aqueles que possam, efetivamente, contribuir para essa melhoria da inovação que é absolutamente essencial neste momento".

"O local existe, tem uma propriedade com cerca de cinco ou seis hectares, tem três casas que precisamos de reabilitar. É necessário termos equipamento para os laboratórios. Também é importante ter condições para fazer espaços de incubação. Há muita gente a chegar, que quer fazer inovação e que não tem um espaço", especificou.

O autarca disse desconhecer o montante do investimento necessário para requalificar as instalações do Ministério da Agricultura, mas admitiu tratar-se de um montante "considerável".

"Será importante encontrar financiamento no âmbito do Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC), onde efetivamente esses investimentos estão previstos e essa rede nacional também está prevista e, portanto, nós queremos pertencer a essa rede", frisou.

João Manuel Esteves garantiu que o município está disponível para dar o seu contributo, tal como faz noutras áreas".

"Obviamente que queremos ser parceiros nesse investimento", sublinhou.

O secretário de Estado da Agricultura disse que o seu ministério "faz questão de fazer parte deste processo e de estar envolvido neste projeto concreto de apoio aos agricultores", garantindo que articulará com o Ministério das Finanças, que tutela o património do Estado, a "refuncionalização do antigo centro de formação profissional".

O autarca pediu ainda a Rui Martinho o "reforço de algumas medidas do PEPAC para os custos pesados dos custos de produção" que o mundo rural, nesta região assente no minifúndio, está a enfrentar, destacando que "nos 400 quilómetros quadrados do concelho existem 900 a mil explorações agrícolas e cerca de 15 mil efetivos de gado bovino, caprino e ovino".

"É extremamente importante que se direcionem e reforcem os apoios para os territórios de minifúndio e de montanha. Pedimos e chamamos a atenção do secretário de Estado, não só porque é preciso criar rendimento para que pessoas se fixem, mas também porque os fatores de produção na agricultura, neste momento, estão complicadíssimos. Tem de haver apoios, porque se não as pessoas podem desanimar e, se desanimam, depois é muito difícil retomarem", apelou.

A câmara assinou hoje com a Cooperativa Agrícola de Arcos de Valdevez e Ponte da Barca um protocolo de colaboração para apoio aos produtores de bovinos, caprinos e ovinos em 50% dos custos relacionados com a sanidade animal, num investimento de 38.500 euros.

Um outro protocolo, no âmbito da valorização dos produtos locais, contempla a cooperação entre o município, a Cooperativa Agrícola de Arcos de Valdevez e Ponte da Barca, o Agrupamento de Escolas de Valdevez, a Associação de Pais e Encarregados de Educação dos Alunos do Agrupamento de Escolas de Valdevez e a UNISELF - Sociedade de Restaurantes Públicos e Privados, SA, tendo em vista a introdução da carne cachena nos refeitórios escolares durante este ano letivo, num investimento estimado em 27 mil euros.

João Manuel Esteves aproveitou ainda a presença do governante para pediu um "simplex" para as candidaturas ao PEPAC, por considerar que algumas candidaturas são carregadas de papéis".

A "valorização dos largos milhares de hectares de terrenos baldios e a instalação de "mais duas equipas de sapadores florestais" no concelho foram outros dos apelos feitos.

"Concorremos sucessivamente para ter mais duas equipas de sapadores florestais, mas confrontamo-nos sempre com uma dificuldade burocrática por não termos 2.500 hectares de floresta contínua e contígua", especificou.

Na resposta ao "caderno de encargos" apresentado pelo autarca, o secretário de Estado da Agricultura disse que os pedidos estão previstos no âmbito do PEPAC.

Arcos de Valdevez amplia dois parques e cria zona empresarial por mais de 2ME

Arcos de Valdevez, Viana do Castelo, 16 set 2022 (Lusa) – A Câmara de Arcos de Valdevez está a investir mais de dois milhões de euros na ampliação dos dois parques industriais e na criação de uma nova zona empresarial, para responder à procura de investidores, disse hoje o presidente.

Contactado pela agência Lusa, a propósito do aviso hoje publicado em Diário da República (DR) da abertura do período de discussão pública da alteração ao Plano de Pormenor do Parque Empresarial de Paçô, João Manuel Esteves explicou que a procura dos investidores resulta dos incentivos à fixação de novas empresas, que assentam na isenção de cobrança da Derrama e da redução, em 75%, de todas as taxas municipais.

Segundo o autarca social-democrata, nos três parques empresariais existentes no concelho - Paçô, Padreiro e Mogueiras - estão instaladas mais de 70 unidades fabris, nos setores da mecânica e metalomecânica, madeiras e, plásticos que empregam mais de três mil trabalhadores.

João Manuel Esteves adiantou que a ampliação do parque empresarial de Paçô, a concluir antes do final do ano, prevê a criação de mais seis lotes, numa área total superior a 15 mil metros quadrados.

Nas proximidades do parque de Paço, a autarquia vai adquirir 55 mil metros quadrados de terrenos para criar uma nova zona de acolhimento empresarial.

Já no parque empresarial de Padreiro vão ser constituídos mais seis lotes, em seis mil metros quadrados de terrenos.

O aviso da abertura do período de discussão pública da alteração ao Plano de Pormenor do Parque Empresarial de Paçô, hoje publicado em DR, refere que “a apresentação de sugestões, observações ou reclamações sobre quaisquer questões que possam ser consideradas úteis devem ser formalizadas por escrito, através de requerimento dirigido ao presidente da Câmara”.

Durante o período de discussão pública de 20 dias úteis, contados a partir do quinto dia da publicação deste aviso em DR, todos os interessados podem formular sugestões e apresentar informações sobre quaisquer questões que possam ser consideradas no âmbito do respetivo procedimento de alteração ao Plano de Pormenor.

Enquanto estiver em curso “o procedimento de participação, os interessados podem consultar a proposta do plano, o respetivo relatório de qualificação do plano a avaliação ambiental, o parecer final da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) e, demais documentos na página eletrónica da autarquia e no Serviço de Planeamento e Ordenamento do Território do Município de Arcos de Valdevez”.


Plano de Cogestão do Parque Nacional Peneda Gerês em consulta pública em outubro

Arcos de Valdevez, Viana do Castelo, 16 set 2022 (Lusa) - O presidente da Comissão de Cogestão do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG) disse hoje que a discussão pública do plano de ação para os próximos seis anos iniciar-se-á em outubro e prevê projetos de vários milhões de euros.

Contactado pela agência Lusa, a propósito da inauguração, na quinta-feira, do parque biológico da Porta do Mezio, em Arcos de Valdevez, no distrito de Viana do Castelo, João Manuel Esteves disse que os projetos previstos no plano de cogestão do PNPG, já aprovado pelos municípios que integram o parque, assentam em “três objetivos centrais, como a promoção do território, desenvolvimento socioeconómico da população que reside naquela área e na conservação e valorização do parque”.

O PNPG atravessa 22 freguesias, situa-se no extremo noroeste de Portugal, na zona raiana entre Minho, Trás-os-Montes e a Galiza, atravessando os distritos de Braga (Terras de Bouro), Viana do Castelo (Melgaço, Arcos de Valdevez e Ponte da Barca) e Vila Real (Montalegre), tendo uma área total de 70.290 hectares.

“Nós temos, neste momento, um plano de valorização para o parque nacional, com um conjunto de objetivos estratégicos, com medidas com três objetivos, que passam pela promoção do território, o desenvolvimento socioeconómico das populações e do território e conservação da natureza. Isto implica, necessariamente, ter em atenção que estamos a falar de um ativo ambiental, de excelência ambiental, único no país. Estamos a falar de um elemento de relevância nacional, de algo que é património nacional”, afirmou o presidente da Comissão de Cogestão PNPG.

Segundo João Manuel Esteves, que é também presidente da Câmara de Arcos de Valdevez, o valor do plano de ação para os próximos seis anos “ainda está em avaliação”, mas referiu que serão necessários “uns milhões de euros” para o executar.

O autarca defendeu “uma atenção especial do Governo na criação de um mecanismo de financiamento específico para o parque, tendo em atenção a relevância que tem em termos ambientais, tanto no contexto nacional como internacional”.

O social-democrata insistiu, junto do secretário de Estado da Conservação da Natureza e das Florestas, João Paulo Marçal Lopes Catarino, durante a inauguração do parque biológico da Porta do Mezio, para a necessidade de criação, naquele território, de uma Intervenção Territorial Integrada (ITI), um mecanismo que permita agilizar o acesso a fundos comunitários.

Segundo João Manuel Esteves, o governante referiu que, “nos últimos sete anos, foram investidos no PNPG cerca de nove milhões de euros e que era natural que os municípios abrangidos pelo parque estivessem a reivindicar o dobro”.

“No próximo quadro comunitário este investimento tem de ser substancialmente reforçado até porque poderá ser, como sempre se diz, uma das últimas oportunidades”, alertou João Manuel Esteves.

Adiantou também que o secretário de Estado da Conservação da Natureza e Florestas afirmou que aquele território “terá sempre uma atenção especial por parte do Governo” e que a “forma como funciona a cogestão tem sido uma referência para as outras áreas protegidas em Portugal”.

“Se assim é, é mais um motivo para que haja esse instrumento específico para dar continuidade aos objetivos que temos traçados. Volto a reforçar que é o único parque nacional. É a singularidade deste território que está em causa. É natural que tenha uma diferenciação positiva”, sublinhou João Manuel Esteves.

“Tendo em atenção que as questões do ambiente são centrais no próximo quadro comunitário devido às alterações climáticas, é natural que sejam substancialmente reforçados os apoios e as verbas. Daí que estejamos a chamar a atenção para a constituição de instrumentos financeiros específicos para o PNPG”, reclamou.

Em comunicado, a autarquia explicou que o parque biológico da Porta do Mezio foi alvo de “um conjunto de intervenções tendo em vista a execução da 2.ª fase da Área de Intervenção Específica (AIE) da Porta do Mezio, consagrada no Plano Operacional de Gestão (POG) e prevista no Programa de Execução do Plano de Ordenamento do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PO-PNPG)”.

Com a criação de um parque biológico na Porta do Mezio “pretende-se promover a educação ambiental e o direto contacto com a natureza, explorando e desenvolvendo mecanismos de aproveitamento da fauna e da flora locais, retratando os seus vários aspetos. Inclusivamente, o projeto contribuirá para a preservação e valorização da natureza e da biodiversidade”.

Este equipamento, “permitirá aos visitantes e turistas o contacto direto com a fauna e flora desta reserva natural”.

O parque “apresenta uma seleção de cerca de 22 espécies de animais, selvagens como o javali, o corço e o veado, e domésticos, entre as quais 12 raças autóctones, como a galinha-preta-Lusitânica, a ovelha-churra-do-Minho e a vaca cachena, inseridos num espaço destinado a funcionar como quinta pedagógica, de acordo e em cumprimento com as regras de bem-estar animal”.

Classificado desde 2009 como Reserva da Biosfera Transfronteiriça Gerês-Xurés, o PNPG é constituído pelos territórios que integram o Parque Natural da Baixa Limia-Serra do Xurés, na Galiza, Espanha e, o Parque Nacional da Peneda-Gerês, no distrito de Viana do Castelo, em Portugal.



ARCOS DE VALDEVEZ Onde Portugal Se Fez

07/06/2022 16:19 (LUSA)

Marcas da Guerra da Restauração transformadas em ativo turístico de Arcos de Valdevez


Arcos de Valdevez, Viana do Castelo, 07 jun 2022 (Lusa) - Vestígios de vivência militar encontrados nas imediações dos fortes de Bragandelo e da Pereira, em Arcos de Valdevez, vão ser recuperados para valorizar o "complexo de defesa da raia seca" durante a Guerra da Restauração, foi hoje divulgado.

Em declarações à agência Lusa, no âmbito de um novo protocolo que aquela Câmara do distrito de Viana do Castelo celebrou com a Universidade do Minho (UMinho), em Braga, o autarca João Manuel Esteves explicou que os trabalhos arqueológicos realizados em 2018 permitiram detetar "nas proximidades dos dois fortins pontos de presença dos soldados, como locais para observação e controlo das tropas espanholas, bem como utensílios e peças artilharia, cuja existência era completamente desconhecida".

Segundo o autarca social-democrata, a continuidade da parceria com a UMinho, iniciada há cinco anos para a valorização dos dois fortes do século XVII, situados na freguesia do Extremo, vai agora traduzir-se na valorização dos vestígios descobertos para "completar o complexo de defesa da raia seca durante a Guerra da Restauração", tornando-o "em mais um ativo turístico do concelho".

João Manuel Esteves adiantou que os novos elementos históricos foram encontrados no decurso de investigação arqueológica, com recurso à tecnologia LIDAR (Light Detection And Ranging), uma técnica de deteção remota que permite realizar levantamentos topográficos e elaborar modelos tridimensionais da superfície da terra.

Desde o início da colaboração entre município e a universidade foram investidos cerca 50 mil euros na valorização do forte de Bragandelo, "o mais intervencionado por se apresentar em melhores condições de conservação", e no da Pereira.

"Foi colocada sinalética interpretativa e de orientação, criando um circuito de visitação às marcas da Guerra da Restauração, no século XVII, deixadas no território. Não é investimento avultado, mas tem muito impacto porque permitiu criar um novo ponto de interesse turístico, mais um local de visitação, além do interesse que suscitou na comunidade científica", destacou.

Os fortes do Extremo, datados do século XVII, "são exemplares únicos no contexto de toda a Península Ibérica, não só pelo estado de conservação, mas sobretudo pelas preciosas informações que trouxeram sobre esse conflito histórico e a importância do Extremo no contexto dessa guerra peninsular".

Para João Manuel Esteves, são "marcas de grande relevância histórica" que mostram a "importância da participação do povo de Arcos de Valdevez na independência de Portugal, como antes o tinham feito no Recontro de Valdevez, associado à fundação de Portugal.

"Costumamos dizer com muita força que foi em Arcos de Valdevez que Portugal se fez e que, no Extremo, foi de vez. A partir daí nunca mais os espanhóis invadiram Portugal. A recuperação deste espaço reforça a identidade das gentes de Arcos de Valdevez enquanto comunidade e enquanto local de relevância histórica na Guerra da Restauração", observou.

Os novos elementos históricos vão ser alvo de intervenções de recuperação, para posterior sinalização e interpretação, num investimento de quatro mil euros.

A intenção da autarquia é continuar a valorização daquele espaço por constatar "que quer as comunidades locais, quer os visitantes valorizam muito locais relacionados com a história".

"Esse interesse vem ao encontro de um dos nossos pilares de promoção turística que é o património cultural", sustentou.

João Manuel Esteves disse ainda estar prevista a "utilização de instalações existentes nas proximidades dos fortes como centro de interpretação do espaço, do território e do contexto social na época".

Os fortes já constam dos roteiros turísticos promovidos pelo município que tenciona ainda lançar mais informação sobre "uma zona que, inicialmente não estava identificada como de interesse turístico".

07/06/2022 16:19 (LUSA)

‎Les marques de la guerre de Restauration transformées en un atout touristique d’Arcos de Valdevez‎


Arcos de Valdevez, Viana do Castelo, 07 jun 2022 (Lusa) -‎ Les traces d’expérience militaire trouvées dans les environs des forts de Bragandelo et Pereira, à Arcos de Valdevez, seront récupérées pour améliorer le « complexe de défense à traînée sèche » pendant la guerre de Restauration, a-t-il été publié aujourd’hui.‎

‎S’adressant à l’agence lusa, dans le cadre d’un nouveau protocole que la chambre du district de Viana do Castelo a célébré avec l’Université de Minho (UMinho), à Braga, le maire João Manuel Esteves a expliqué que les travaux archéologiques effectués en 2018 ont permis de détecter « à proximité des deux points de présence de soldats, comme lieux d’observation et de contrôle des troupes espagnoles, ainsi que des ustensiles et des pièces d’artillerie, dont l’existence était complètement inconnue.‎

‎Selon le maire social-démocrate, la continuité du partenariat avec UMinho, entamé il y a cinq ans pour la valorisation des deux forts du XVIIe siècle, situés dans la paroisse d’Extremo, se traduira désormais par la valorisation des traces découvertes pour « compléter le complexe de défense de la traînée sèche pendant la guerre de Restauration », ce qui en fera « un autre atout touristique de la municipalité ».‎

‎João Manuel Esteves a déclaré que les nouveaux éléments historiques ont été découverts au cours de recherches archéologiques, en utilisant la technologie LIDAR (Light Detection And Ranging), une technique de détection à distance qui permet d’effectuer des relevés topographiques et d’élaborer des modèles tridimensionnels de la surface de la Terre.‎

‎Depuis le début de la collaboration entre la municipalité et l’université, environ 50 000 euros ont été investis dans la valorisation du fort de Bragandelo, « le plus intervenu pour se présenter dans de meilleures conditions de conservation », et à pereira.‎

‎« Il a été placé des panneaux d’interprétation et de guidage, créant un circuit de visite aux marques de la guerre de Restauration, au XVIIe siècle, laissées sur le territoire. Ce n’est pas un investissement important, mais il a beaucoup d’impact car il a permis de créer un nouveau point d’intérêt touristique, un autre lieu de visite, en plus de l’intérêt qu’il a suscité dans la communauté scientifique », a-t-il déclaré.‎

‎Les forts extrêmes, datant du 17ème siècle, « sont des exemples uniques dans le contexte de toute la péninsule ibérique, non seulement en raison de l’état de conservation, mais surtout pour les précieuses informations qu’ils ont apportées sur ce conflit historique et l’importance de l’Extrême dans le contexte de cette guerre péninsulaire. »‎

‎Pour João Manuel Esteves, ce sont des « marques d’une grande importance historique » qui montrent « l’importance de la participation du peuple d’Arcos de Valdevez à l’indépendance du Portugal, comme ils l’avaient fait auparavant dans le Recontro de Valdevez, associé à la fondation du Portugal.‎

‎« Nous disons souvent avec beaucoup de force que c’est à Arcos de Valdevez que le Portugal a été fait et que, en extrête, c’était pour de bon. Dès lors, les Espagnols n’envahirent plus jamais le Portugal. La récupération de cet espace renforce l’identité du peuple d’Arcos de Valdevez en tant que communauté et en tant que lieu d’importance historique dans la guerre de Restauration », a-t-il noté.‎

‎Les nouveaux éléments historiques feront l’objet d’interventions de récupération, pour une signalisation et une interprétation ultérieures, dans un investissement de 4 000 euros.‎

‎L’intention de la municipalité est de continuer à apprécier cet espace en notant « que les communautés locales et les visiteurs apprécient les lieux liés à l’histoire ».‎

‎« Cet intérêt répond à l’un de nos piliers de la promotion du tourisme, à savoir le patrimoine culturel », a-t-il déclaré.‎

‎João Manuel Esteves a également déclaré que « l’utilisation des installations existantes à proximité des forts comme centre d’interprétation de l’espace, du territoire et du contexte social à l’époque ».‎

‎Les forts sont déjà inclus dans les itinéraires touristiques promus par la municipalité qui a l’intention de lancer plus d’informations sur « une zone qui n’a pas été initialement identifiée comme d’intérêt touristique ».‎

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